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Quarta-feira, Maio 26, 2004


Templo das Estrelas de Glastonbury

O zodíaco de Glastonbury é um dos muitos reflexos do misterioso e visionário reino de Arthur, a sua localização exata e de seus domínios ¿ na verdade, até sua existência ¿ tem sido debatida por historiadores, arqueólogos e místicos. Idealista com seus bravos e em sua maioria leais cavaleiros, excalibur, sua rainha Guinevere, a linhagem sagrada e Avalon tornou-se profundamente arraigada na Bretanha, particularmente no sudoeste da Inglaterra. A memória coletiva do rei Arthur é tão imensa na Grã-Bretanha, que podemos dizer que o sábio e bondoso rei guerreiro ainda permanece como o herói mais venerado da ilha.

No verão de 1929, na vila de Somerset, em Glastonbury, katherine Maltwood recebera uma verba para trabalhar em uma nova versão da tradução de ¿Le Hault Livre du Graal¿ (A Nobre História do Santo Graal), um texto arcaico que descreve a vida do rei Arthur e seus cavaleiros. O manuscrito original, em latim, teria sido escrito na abadia de Glastonbury, antigamente considerada como a igreja mais sagrada da Inglaterra e do túmulo de Arthur. O propósito de Maltwood, ao visitar Glastonbury, era buscar indícios dos locais onde as histórias arturianas ocorreram, e usar essas referências para traçar um mapa.

Vagando pelos campos e ruínas, em Glastonbury e imediações, Maltwood teve certeza de reconhecer muitos dos lugares descritos em A Nobre História do Santo Graal. Mas foi também invadida por uma idéia: aquela paisagem ocultava algo, uma espécie de padrão que ela não conseguia decifrar. Maltwood prosseguiu seu trabalho, atormentada pela sensação de que, naqueles campos, havia uma característica indefinível que a desconcertava.

E então, em uma noite cálida e enluarada, ela se deteve no alto de uma colina, junto da vila, olhando para o local no qual, segundo a história, estaria o castelo do rei Arthur, em Cadbury Hill, uns 18 quilômetros a leste. No campo abaixo dela, Katherine vislumbrou algo parecido com duas gigantes efígies formadas na paisagem: uma era a de um leão e a outra a de uma criatura sentada, de aparência humana. As silhuetas eram sugeridas pela combinação de colinas, aterros, estradas, antigas marcas de fronteiras e canais naturais ou construídos. Mais tarde ela descreveu o que vira para uma pessoa conhecida, que por acaso era astróloga, para quem talvez as figuras representassem os signos de Leão e Gêmeos.

Maltwood subitamente percebeu que havia descoberto um antigo segredo encerrado na paisagem de Glastonbury.

Imediatamente ela encomendou mapas e fotografias aéreas, que lhe permitiram identificar um vasto círculo de imagens colossais, um anel de mais de 16 quilômetros de diâmetro, no qual ela visualizou exatamente os doze signos do zodíaco em ordem correta, de Áries a Peixes. Fora do círculo havia a décima terceira imagem, a de um imenso cão: Langport, o qual, segundo a cultura celta, vigia a entrada para Annwn, o secreto mundo das fadas.

Maltwood abdicou de sua carreira e dedicou o resto de sua vida ao estudo daquele zodíaco terrestre. Concluiu que o antigo povo de Somerset havia embelezado as formas e contornos daquela paisagem natural há cerca de 5 mil anos, para criar aquelas figuras zodiacais; e que, nos últimos séculos, os monges da abadia de Glastonbury haviam cuidadosa e secretamente preservado as marcas geográficas que davam forma àquelas gigantescas figuras.

Embora aparentemente ela não tenha chegado a saber disto, Katherine não foi a primeira pessoa a ver os gigantes celestiais estampados na paisagem de Somerset. Cerca de 350 anos antes dela, John Dee, um homem de muitos talentos que desempenhou papel importante nos campos da ciência, filosofia, matemática e alquimia, também fora arrebatado pelas incomuns marcas topográficas de Glastonbury; e também concluíra, tal como Katherine Maltwood mais tarde, que os doze signos do zodíaco haviam sido propositalmente estampados na paisagem por um povo antigo e sábio.

Durante um breve período, as opiniões de John Deen acerca das questões relacionadas às estrelas foram de considerável importância, pois ele funcionava como conselheiro astrológico da rainha Elizabeth I. ¿Assim, a astrologia e a astronomia são cuidadosamente unidas e medidas através de uma reconstrução científica dos céus, revelando-nos que os antigos compreendiam tudo que agora descobrimos ser verdade¿.¿ escreveu Dee.

Contudo, para Maltwood, o zodíaco de Glastonbury assumia importância maior do que seu significado astrológico ou arqueológico. Acreditando que a existência das figuras explicava muitas referências encontradas nas antigas histórias sobre o rei Arthur, ela escreveu: ¿Foi em torno desses gigantes naturais e arcaicos que se acumularam as histórias arturianas.¿


Ela via o zodíaco como a Távola Redonda original: Arthur era Sagitário; Sir Lancelot, Leão; Guinevere, Virgem; e Merlin, Capricórnio.

Segundo alguns pesquisadores, a Távola Redonda (Round Table) representava um símbolo cósmico do todo, com o Graal em seu centro místico e os doze cavaleiros representando os sígnos do zodíaco.





Em 1935, Maltwood publicou sua descoberta do zodíaco de Glastonbury sob o título ¿Um Guia para o Templo das Estrelas de Glastonbury¿, o que causou grande alvoroço na Inglaterra.

Algumas pessoas sentiram-se tão seduzidas pelo fato dos símbolos mágicos e sagrados gravados na terra que resolveram ajudá-la em suas investigações. Maltwood faleceu em 1961; seu trabalho ainda contava com grandes entusiastas.
A comprovação histórica de outras monarquias místicas, tais como o fabuloso reino africano de Ofir, de onde, segundo a Bíblia, o rei Salomão extraía seu ouro, e o reino poderoso e piedoso do imperador e sacerdote cristão Preste João, na Ásia, também intriga os pesquisadores. Mas as histórias sobre esses reinos perdidos, bem como as de Arthur e sua corte real, perduram até os dias de hoje.

De todos os reinos, nenhum cativou a imaginação do mundo ocidental como o de Arthur, com a dadivosa terra de Camelot. Arthur pode ter vencido gigantes cruéis, mas foram suas batalhas contra a opressão que fizeram as pessoas ansiarem pela volta de um monarca como ele. Se o céu for inatingível por enquanto, então Camelot ocupará seu lugar.

Postado por Marcia Arantes, em 11:10 PM

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CELTAS II

Os Druidas




Os Druidas eram sacerdotes e sarcedotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade: a Deusa. Mas eles sabiam que todas as nossas idéias a respeito da divindade eram apenas parciais e imperfeitas percepções do divino. Assim, todos os deuses e deusas do mundo nada mais seriam que aspectos de um só Ser supremo - qualquer que fosse a sua denominação - vistos sob a ótica humana.

Eles não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos construídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas mais suaves - principalmente onde houvessem antigos carvalhos - os locais de suas cerimônias. O bosque era o lugar sagrado onde se adoravam os deuses, faziam-se os sacrifícios, reunia-se o povo para os atos religiosos. O termo Nemeton significa esse fato e numerosas são as localidades, da Ásia à península Ibérica, em cujo nome ele está presente. Assim, Drunemeton (Galácia), Nemetacum ou Nemetocenna, na região dos atrébates, na Gália Bélgica, que mais tarde se transformou em Atrebati, donde o moderno Arras; Nemetobriga (Galiza, Espanha), Nemetodurum (Nanterre, França), Augustonemerum (Clermont-Ferrand, França); Vernemetum (em Nottinghamshire, Inglaterra), Medionemetum (sul da Escócia), etc. A idéia central do druidismo era a de que da união da deusa Mãe-Terra com o deus tribal procedia o vínculo da tribo com seu território, simbolizando e garantindo a prosperidade da descendência, do gado, da agricultura, bem como o sucesso na guerra.

Os Druidas eram parte da antiga civilização Celta, povo que se espalhava da Irlanda até vastas áreas no norte da europa ocidental, incluindo a Bretanha Maior e Menor (Inglaterra e norte da França) e parte do extremo norte da península ibérica (Portugal e Espanha). Dominavam muito bem todas as áreas do conhecimento humano, cultivavam a música, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatônicos. A mulher tinha um papel preponderante na cultura druídica, pois era vista como a imagem da Deusa, detentora do poder de unir o céu (o Deus, o eterno aspecto masculino) à terra (a Deusa, o eterno aspecto feminino). Assim, o mais alto posto na hierarquia sacerdotal druídica era exclusividade das mulheres. O mais alto posto masculino seria o de conselheiro e "mensageiro" dos deuses, e, entre outas denominações, recebiam o nome de Merlin.

Desde a dominação romana, a cultura druídica foi alvo de severa repressão, por isso hoje sabemos muito pouco sobre deles, apesar de o próprio Júlio César reconhecer a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de sua cultura. Sabemos que eles possuíam suficente sabedoria para marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo (e eles, de fato, eram místicos), sendo reverenciados e respeitados como legítimos representantes dos deuses.

O povo celta, como um todo, construíra-se dentro de uma tradição eminentemente oral, ou seja, não usavam a escrita para transferir seus conhecimentos fundamentais - embora conhecessem uma forma de escrita chamada rúnica. Por isso após o domínio do cristianismo - que no início foi bem recebido pelos próprios druidas, quando o poder da Igreja de Roma ainda não era suficientemente forte e corrompido a ponto de distorcer a mensagem básica de Jesus de tolerância e amor - perdemos muito desta maravilhosa civilização, e, juntamente, perdemos muito da história dos Druidas, e até hoje muita coisa permanece envolta em mistério: sabemos que realmente eles existiram entre o povo Celta, porém eles não eram propriamente originários desta civilização, então de onde vieram os Druidas? Seriam eles os tão terríveis bruxos avidamente perseguidos pelo fanatismo cego e ambicioso da Igreja Católica Romana? Foram eles quem ajudaram o bretões a se livrarem dos saxões? Teria realmente José de Arimatéia (discípulo de Jesus) encontrado abrigo entre eles? A história dos Druidas se esconde freqüentemente entre diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin e a meia-irmã de Arthur, Morgana, eram Druidas.

Na verdade quando estudamos sobre os Druidas, temos diante de nós apenas fragmentos de narrações, algumas lendas e muita oposição eclesiástica, cujo ódio aos Druidas e a todos os outros povos pagãos é forte demais para que seus textos nos sejam uma fonte confiável de informação. A sensação que temos é a de embarcar num mundo totalmente diferente, mágico, fantástico, como se tomássemos a lendária barca que nos leva à ilha sagrada de Avalon, cercada de brumas, onde vive um povo incrível e misterioso.

Das poucas coisas que sabemos sobre eles, temos a certeza de que os Druidas acreditavam na imortalidade da Alma, que buscaria seu aperfeiçoamente através das vidas sucessivas (reencarnação). Eles acreditavam que o homem era o responsável pelo seu destino de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras praticadas. Quanto mais cedo o homem despertasse para a resposabilidade que tinha nas mãos por seu próprio destino, melhor. Ele teria ainda a ajuda dos espíritos protetores e sua liberação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida. Ele também teria a magna responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entender essa lei, conhecida hoje por lei do carma (que é uma denominação hindu, não druídica).

Os Druidas desapareceram paulatinamente da história à medida que crescia o domínio da Igreja de Roma. Os grandes sacerdotes Druidas eram conhecidos como as serpentes da sabedoria, e, numa paródia sem graça, São Patrício ficou conhecido por ter expulso "as serpentes da Bretanha". Mas o fascínio destas pessoas não poderia desaparecer de repente. Eles se perpetuaram nos romances dos menestréis e trovadores medievais, e sua influência se fez sentir nos vários movimentos místicos e contestatórios da Idade Média, especialmente entre os Cátaros e na Ordem dos Templários.

Bibliografia Sugerida:

¿ Marion Zimmer Bradley: As Brumas de Avalon, Imago Editora, São Paulo,1990.

¿ Os Celtas, Coleção Povos do Passado, Círculo do Livro, São Paulo, 1996

Postado por Marcia Arantes, em 12:33 PM

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Terça-feira, Maio 25, 2004


A linguagem dos sinais
- O que é a linguagem do sinais?
- Todo homem tem uma maneira pessoal de comunicar-se com Deus e com sua própria alma.
- Então, o homem não precisa da religião?
- As religiões são muito importantes, porque nos permitem adorar de forma coletiva, e compartilhar dos mesmos mistérios. Mas a busca espiritual é responsabilidade de cada um: se você afastar-se do seu caminho, nada vai adiantar ficar culpando o padre, o imã, o rabino, o pastor - a responsabilidade é sua. Por isso existe um alfabeto que sua alma entende, e que vai mostrando as melhores decisões em seu caminho.
- Como aprender esta linguagem?
- Como qualquer outra. Primeiro, com disciplina para educar-se a notar o sinal. Depois, com coragem para praticar a língua. Terceiro, nunca ter medo de errar enquanto pratica.
- O que faz com que a gente muitas vezes siga o sinal errado.
- Claro. Só assim aprendemos os sinais certos.
- Você podia me dar um exemplo de um sinal?
- Não. A linguagem é individual, como disse antes. Se começamos a generalizar os sinais, eles se transformam em superstição.
"Muitos mestres já cometeram o erro de usar os seus sinais para guiar seus discípulos. O que acontece é que, quando as pessoas começam sua busca espiritual, entram num mar desconhecido, e sentem-se inseguras. Então procuram agarrar-se à primeira mão que lhes é estendida - e ao fazer isso, estão deixando de lado a aventura, para tornar-se escravas da mão que as guia. "
- Como posso ter certeza que estou diante de um sinal verdadeiro?
- Você nunca pode. Mas, em geral, se começar a enxergar este mundo além das convenções, verá que sua intuição começa a conduzi-lo em direção à melhor escolha - por mais absurda que pareça. Aos poucos, esta linguagem se incorpora a você e, embora continue errando de vez em quando, já está em paz com sua alma, e toma as decisões corretas.
"Muitas vezes o sinal é mais prático do que imaginamos, e a propósito disso, vou lhe contar uma história.
"Um homem sonhou certa vez com um anjo, que lhe dizia: amanhã vai começar a chover, sua aldeia será inundada, mas você será salvo.
"Efetivamente, no dia seguinte começou a chover. Uma equipe de socorro visitou casa por casa, evacuando os habitantes, já que havia risco de inundação. Todos saíram, menos aquele homem, que dizia à defesa civil: "Eu sonhei com um anjo, e ele disse que seria salvo."
"Um dia depois, a água já cobria o primeiro andar das casas. Uma segunda equipe de socorro foi tentar resgatar o homem, que de novo se recusou a sair, alegando que tinha recebido o sinal de um anjo, e precisava mostrar sua fé ao mundo.
"No terceiro dia, a situação já era crítica, e o homem estava sozinho, encarrapitado no telhado da casa - enquanto a água subia sem parar. Num esforço desesperado, uma equipe de resgate tentou mais uma vez retira-lo dali, mas de novo ele se negou, chamando-os de demônios, gritando que queriam obriga-lo a negar o sinal do anjo.
"Pouco tempo depois, a água cobriu o telhado, e o homem morreu afogado. Como era um ótimo cristão, foi para o Céu, e encontrou São Pedro, que o convidou para entrar. O homem recusou-se, dizendo que Deus o havia enganado; tinha enviado um anjo dizendo que ele seria salvo, quando na verdade fora o único habitante da aldeia que havia morrido.
"São Pedro disse que Deus não mentia, e prometeu voltar com explicações. Entrou no Paraíso e retornou meia hora depois, dizendo:
""Realmente Deus mandou um anjo para avisar-lhe que seria salvo. Mas disse que o senhor recusou, por três vezes, o socorro que Ele lhe enviou sob a forma de equipes de resgate!""

Postado por Marcia Arantes, em 9:50 PM

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Quinta-feira, Maio 20, 2004


OS CELTAS

Povos brancos, de língua celta (indo-européia) que surgiram na Europa Central no segundo milênio antes de Cristo, na época do Bronze tardio, espalhando-se pelo continente na Idade do Ferro. Foram os introdutores do ferro na Europa no primeiro milênio a.C.. Como entidades políticas independentes perpetuaram-se na Irlanda até o tempo de Cromwell, no século XVIII.

Suas origens são obscuras, complexas e ainda controvertidas. Parecem resultar da fusão de culturas e etnias, processadas nas seguintes etapas sucessivas: A) talvez entre 1900 e 1500 a.C., etapa dos agricultores descendentes dos danubianos neolíticos e dos pastores vindos das estepes, caracterizados por seus túmulos individuais, ânforas globulares, achas de armas e cerâmica decorada com a impressão de cordéis. B) Incorporando a esse produto, na Renânia, entre 1500 e 1200 a.C., traços culturais e elementos dos povos oriundos da Espanha, fabricantes de vasos campaniformes. C) Recebendo de 1200 a 700 a.C. a contribuição cultural e possivelmente étnica das sociedades ditas "campos de urnas", que cremavam seus mortos. D) Acolhendo, durante todo esse período de formação, os impulsos, idéias, influências e traços culturais difundidos pelos povos civilizados do Mediterrâneo.

A primeira referência aos celtas ocorre no século VII a.C., quando ativam seu comércio, principalmente com gregos e etruscos. Nesse período, seu centro expansionista situava-se na região do alto Danúbio (Boêmia e Baviera), de onde se irradiam, difundindo suas armas de ferro e inumações com carros. Conquistam a Gália, parte da Espanha (onde se mesclam aos iberos, originando os celtiberos), as ilhas Britânicas e largas áreas da Europa Central. Sua maior prosperidade e expansão ocorre nos séculos V-IV a.C. (400-390 a.C.), quando invadem o norte da Itália (Gália Cisalpina) e saqueiam Roma. Porém, a partir do século II a.C., a hegemonia celta, mantida na Europa Central desde o século V a.C., cede lugar, aos poucos, aos povos de línguas germânicas, e os romanos, paulatinamente, lhes impõem sua supremacia na Gália Cisalpina (192 a.C.), Numância (baluarte celtibero na Espanha), na Provença e na derrota final dos cimbros e teutões por Mário (102-101 a.C.); no século I a.C., César lhes arrebata a Gália e no século I d.C., Cláudio conquista a Bretanha.

As línguas célticas possuem dois troncos, ambos do grupo dito centum: o celta-Q, ou goidélico, mais antigo, de onde se derivam o irlandês, o gaélico da Escócia e o dialeto da ilha de Man; e o celta-P, ou galo-britânico, língua dos gauleses e dos habitantes da Bretanha, cujos descendentes ainda falados são o galês (no País de Gales) e o bretão (na França).

A organização social dos celtas era baseada em um extenso grupo de famílias aparentadas, que partilhavam suas terras agrícolas. Na Irlanda, foi possível estudar o protótipo de sua organização política, o tuath, ou "reino", estruturado em três classes: o rei, os nobres e os homens livres, a que se agregavam, sem direitos políticos, os servos, artesãos, refugiados e escravos. Eram monógamos, mas admitiam o concubinato. Além dessa estrutura secular, a unidade cultural era assegurada por uma hierarquia de sacerdotes (Druidas), Bardos e conhecedores do direito consuetudinário. Suas normas de mobilidade social eram muito complexas, o que impediu que alcançassem uma estabilidade política. Na guerra eram muito bravos, porém indisciplinados na vida civil. Sua arte é notável, culminando nas iluminuras medievais irlandesas. Gostavam de jóias, cores vivas e bordados. Introduziram na Europa o uso da calça na indumentária masculina e provavelmente inventaram o presunto e o toucinho defumado (bacon).




A Religião dos Celtas



Os celtas eram politeístas, adoravam vários deuses, e seus ritos, fortemente impregnados de magia, realizavam-se ao ar livre, em clareiras de florestas e locais junto a fontes ou fossas profundas que eram preenchidas com ossos de animais e outras oferendas. Em determinadas ocasiões, os Druidas, sacerdotes celtas (leia mais abaixo), realizavam sacrifícios humanos, queimando, afogando ou enforcando suas vítimas - geralmente criminosos ou prisioneiros de guerra.

Os sacerdotes celtas eram os Druidas, cujo nome talvez seja derivado de um termo que significa "sabedoria do carvalho", uma referência à arvore mais sagradas para os celtas. Ocupavam uma posição tão elevada na sociedade que os candidatos para a função eram em geral escolhidos entre os filhos da nobreza. Os Druidas oficiavam as cerimônias de propiciação aos deuses e deusas, e eram quase sempre, mas não exclusivamente, homens.

Havia uma poderosa aura de religião e superstição que permeava a vida dos celtas. Eles distinguiam ameaças e presságios por todos os lados e cercavam-se de talismãs e rituais destinados a aplacar os deuses e afastar os malefícios da vida cotidiana. Os pântanos eram locais agourentos e eram evitados. O fogo era sagrado. Um ramo novo de visco, especialmente quando encontrado no carvalho, tinha o poder de curar as pessoas e até mesmo de torná-las férteis.

Do panteão celta faziam parte centenas de divindades, a maioria agrupada ao acaso, sem qualquer hierarquia. Havia dezenas de deuses e deusas de âmbito geral, ao lado de divindades especializadas como as que protegiam os ferreiros, as que tomavam conta dos animais com chifres ou mesmo a dos oradores.

Postado por Marcia Arantes, em 8:55 PM

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Quarta-feira, Maio 19, 2004

Postado por Marcia Arantes, em 5:40 PM

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VIVER É UM ATO DE CORAGEM.
ESTAR VIVO É TER UM COMPROMISSO COM A AÇÃO,
COM O REALIZAR,
COM O DEIXAR FLUIR.
QUEM DEIXA O RIO DA VIDA ESTAGNAR,
DEIXA OS ACONTECIMENTOS ESTAGNAREM,
"A ÁGUA APODRECE",
E NADA DE BOM PODE NASCER DE ONDE SÓ EXISTE
DESERTO DE POSSIBILIDADES NOVAS.
AVENTURAR-SE É NECESSÁRIO
PARA QUE SE POSSA APRENDER,EVOLUIR,CRESCER.
(XAMÃ ÁGUIA DOURADA)

Postado por Marcia Arantes, em 2:21 PM

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Cantos

*Canto noturno ao Deus*

Salve, belo sol,
Governante do dia;
Nasça pela manhã Para iluminar meu caminho.

(enquanto se observa o por do sol)


*Canto noturno para a Deusa*

Salve, bela lua
Governante da noite;
Proteja-me e aos meus até o retorno da luz.

(a ser dito quando se observa a lua)


*Canto a Diana para a lua crescente*


Crescendo, crescendo e se desenvolvendo,
O poder de Diana está fluindo, fluindo (repitir)

*Canto protetor*

Imagine um circulo de luz arroxeada ao redor de seu corpo enquanto canta:

Estou protegido(a) por seu poder
Ó graciosa Deusa, de dia e à noite.


*Canto para visões*

De pé diante do espelho mágico, remova sua roupa e entoe o seguinte, até que as visões surjam:

"Espelho do luar,
Espelho de vidro,
Permita-me ver
O que vai acontecer.
Remova o véu Diante de mim.
É o que desejo,
Assim seja!!!"

Os melhores períodos para praticar visões em seu espelho é na aurora, no crepúsculo e a noite .


*Canto a Brigit*


Fogo que queima
fogo que limpa
limpe minha alma
limpe minha vida
na noite de Brigit Deusa do fogo e da poesia
arda também em minha vida.

(para ser cantado no sabá de imbolc)


*Cântico tradicional da religião de Deusa*

Ela é a mulher que tece a noite
É a fiandeira de dedos ligeiros
Ela é a agulha, nós somos o fio
Tece o pano e somos tecidos.
Ela muda tudo o que Ela toca
Tudo o que ela toca muda!

(Grupo Cellebranddo)


*CANÇÃO DA DEUSA*

Sou a Grande Mãe, cultuada por todas as criaturas e existente desde antes de sua consciência.
Sou a força feminina primitiva, ilimitada e eterna.
Sou a casta Deus a da Lua, Senhora de toda a magia.
Os ventos e as folhas que balançam cantam meu nome.
Uso a lua crescente em minha fronte e meus pés se apoiam sobre os céus estrelados.
Sou os mistérios não solucionados, uma trilha recém-estabelecida.
Sou o campo intocado pelo arado.
Alegre-se em mim, e conheça a plenitude da juventude.
Sou a Mãe abençoada, a graciosa Senhora da Colheita.
Trajo a profunda e fresca maravilha da Terra e o outro dos campos carregados de grãos.
Por mim são geridas as temporadas da Terra;
tudo frutifica de acordo com as minhas estações.
Sou o refúgio e cura.
Sou a Mãe que dá vida, maravilhosamente fértil.
Cultue-me como a Anciã, mantenedora do inquebrado ciclo de morte e renascimento.
Sou a roda, a sombra da Lua.
Controlo as marés das mulheres e dos homens e forneço libertação e renovação às almas cansadas.
Apesar de as trevas da morte serem meu domínio, a alegria do renascimento é meu dom.
Sou a Deusa da Lua, da Terra, dos Mares.
Meus nomes e poderes são múltiplos.
Distribuo magia e poder, paz e sabedoria.
Sou a eterna Donzela, a Mãe de tudo, e a Anciã das trevas, e lhe envio bênçãos de amor sem limite.

(Baseada numa invocação criada por Morrigan)

Postado por Marcia Arantes, em 12:35 AM

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Quinta-feira, Maio 13, 2004


O RITUAL DO GLOBO AZUL

Sente-se confortavelmente e relaxe. Procure não pensar em nada.

1) Sinta como é bom gostar de viver. Deixe que seu coração sinta-se livre, amiga, acima e além da mesquinhez das problemas que devem estar lhe atingindo. Comece a cantar alguma canção da infância, baixinho. Imagine seu coração crescer, enchendo seu quarto ¿ e depois sua casa ¿ de uma luz azul intensa, brilhante.

2) Quando chegar a este ponto, comece a sentir a presença amiga dos Santos em que você depositava fé quando criança. Repare que eles estão presentes, chegando de todos os lugares, sorrindo e lhe dando fé e confiança na vida.

3) Mentalize os Santos se aproximando colocando as mãos sobre sua cabeça, e lhe desejando amor, paz e comunhão com o mundo. A comunhão dos santos.

4) Quando esta sensação estiver bem intensa, sinta que a luz azul é um fluxo que entra e sai de você, como um rio brilhante, em movimento. Esta luz azul começa a se espalhar pela sua casa, depois pelo seu bairro, sua cidade, seus pais, e envolve o mundo num imenso globo azul. Ela e a manifestação do Amor Maior, que está além das batalhas do seu dia-a-dia, mas que lhe reforça e lhe dá vigor, energia e paz.

5) Mantenha o máximo de tempo possível esta luz espalhada pelo mundo. O seu coração está aberto, espalhando Amor. Esta fase do exercício deve demorar no mínimo cinco minutos.

6) Vá, pouco a pouco, saindo da transe e voltando à realidade. Os Santos ficarão por perto A luz azul continuará espalhada pelo mundo. Este Ritual pode e deve ser feito com mais de uma pessoa, se necessário.

Neste caso, as pessoas devem estar com as mãos dadas.

Postado por Marcia Arantes, em 6:21 PM

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Quarta-feira, Maio 12, 2004


Sobre o Amor...

..." Para o guerreiro, não existe amor impossível.
Ele não se deixa intimidar pelo silencio, pela indiferença, ou pela rejeição.
Sabe que - atrás da máscara de gelo que as pessoas usam - existe um coração de fogo.
Por isso o guerreiro arrisca mais que os outros.
Busca incessantemente o amor de alguém - mesmo que isto signifique escutar muitas vezes a palavra "não",
voltar para casa derrotado, sentir-se rejeitado em corpo e alma.
Um guerreiro não se deixa assustar quando busca o que precisa.
Sem amor, ele não é nada..."
( texto de Paulo Coelho em-"O Guerreiro da Luz")

Postado por Marcia Arantes, em 8:26 PM

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Terça-feira, Maio 11, 2004


HOJE MEU GUEREIRO FAZ 40 ANOS.
PEÇO À DEUSA QUE ILUMINE SEUS CAMINHOS,
QUE CONTINUE A TRAÇAR NOVAS CONQUISTAS,
NOVAS BUSCAS,NOVOS DESAFIOS,
PARA SUA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
QUE O DEUS O PROTEJA DAS SOMBRAS
DAQUELES QUE QUEIRAM PREJUDICAR
SEU CRESCIMENTO,QUE QUEIRAM PODAR
SUAS INICIATIVAS,SUA CRIATIVIDADE.
QUE O UNIVERSO CONSPIRE A SEU FAVOR
AGORA E SEMPRE1
ASSIM SEJA!

Postado por Marcia Arantes, em 1:15 AM

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Segunda-feira, Maio 10, 2004


"A Lenda da Descida da Deusa ao Mundo Subterrâneo"


Nos tempos antigos, nosso Senhor, o Cornudo, era (e ainda é) o Consolador, o Confortador. Mas os homens o conheciam como o terrível Senhor das Sombras, solitário, inflexível e justo. Mas nossa Senhora, a Deusa resolveria todos os mistérios, até mesmo o mistério da morte; e assim ela viajou ao Mundo Subterrâneo. O Guardião dos Portais a desafiou...

"...Tira tuas vestes, põe de lado tuas jóias, pois nada tu podes trazer contigo o interior desta nossa terra."

Assim ela se despojou de suas vestes e de suas jóias, e foi amarrada, como todos od vivos que buscam ingressar nos domínios da Morte, a Poderosa, têm que ser.

Tal era a beleza dela, que a própria Morte se ajoelhou e depositou sua espada e coroa aos seus pés...

... e beijou seus pés, dizendo: "Abençoados sejam teus pés, que te trouxeram por estes caminhos. Permanece comigo, mas deixa que eu ponha minhas mãos frias sobre o teu coração.

" E ela respondeu: "Eu não te amo. Por que fazes todas as coisas que amo e nas quais me comprazo fenecerem e morrerem?"

"Senhora" ¿ respondeu a Morte ¿ "trata-se da idade e da fatalidade, contra as quais sou impotente. A idade, o envelhecimento, leva todas as coisas a definharem; mas, quando os homens morrem ao desfecho de seu tempo, concedo-lhes repouso, paz e força para que possam retornar. Mas tu, tua és linda. Não retornes, permanece comigo." Mas ela respondeu: "Eu não te amo.

" E então disse a Morte: "Se não recebem minhas mãos sobre seu coração, tens que te curvar ao açoite da Morte." "É a fatalidade, melhor assim..." ¿ ela disse e se ajoelhou. E a Morte a açoitou brandamente.

E ela bradou: "Eu conheço as aflições do amor."

E a Morte se ergueu e disse: "Sejas abençoada." E lhe deu o beijo quíntuplo, dizendo: "Assim apenas pode atingir a alegria e o conhecimento.

" Então a Morte desamarra os seus pulsos, depositando o cordel no chão.

E ele a ela ensina todos os seus mistérios e lhe dá o colar que é o círculo do renascimento.

A Deusa, então, toma a coroa e a recoloca na cabeça do Senhor do Mundo Subterrâneo.

E ela ensina a ele o mistério da taça sagrada, que é o caldeirão do renascimento.

A Deusa toma o cálice em ambas as mãos, eles se entreolham, e ele coloca ambas as mãos nas dela.

Eles amaram e se tornaram um, pois há três grandes mistérios na vida do homem, e a magia os controla todos. Para realizar o amor, tendes que retornar novamente no mesmo tempo e no mesmo lugar daqueles que são os amados; e tendes que encontrá-los, conhecê-los, lembrá-los e amarrá-los de novo.

O Senhor do Mundo Subterrâneo solta as mãos da Deusa e esta recoloca o cálice no seu lugar. Ele toma o açoite em sua mão esquerda e a espada na sua mão direita e fica na posição do Deus, antebraços cruzados sobre o peito, espada e açoite apontados para cima. Ela fica na posição da Deusa, pernas escarranchadas e braços estendidos formando o pentagrama.

Mas para renascer tendes que morrer e ser preparado para um novo corpo. E para morrer tendes que nascer, e sem amor não podes nascer. E nossa Deusa sempre se inclina para o amor, e o júbilo, e a ventura; e ela protege e acaricia suas crianças ocultas na vida, e na morte ministra o caminho da comunhão com ela; e mesmo neste mundo ela lhes ensina o mistério do Círculo Mágico, que é disposto entre os mundos dos homens e dos Deuses.

Mito tradicional da Arte.
Transcrito do livro Oito Sabás para Bruxas, Janet e Stewart Farrar, Ed.Anúbis

Postado por Marcia Arantes, em 7:43 PM

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Terça-feira, Maio 04, 2004


Óleos Essenciais podem ser usados para perfumar as mãos e as velas.

Alecrim: Indicado para esgotamentos físicos e mentais, dispersão e apatia. Pessoas hipertensas e angustiadas se beneficiam com inalação do aroma de alecrim.

Amêndoa: Utilizado para magias amorosas e restabelecimento da saúde física e mental.

Cedro: Utilizado como sedativo e relaxante, principalmente em dores musculares e crises de asma. No nível sutil é utilizado como símbolo do perdão ou para estimular a concentração meditativa.

Cipreste: Favorece a alquimia interior, a transmutação. Pode-se usar para meditação em grupo.

Gerânio: Indicado para aqueles que estão em busca do potencial criativo, que deseja romper com situações de acomodação ou medos desconhecidos.

Hortelã: Facilita assimilação de idéias, comunicação e auto-expressão. Devolve o bom humor.

Jasmim: O jasmim simboliza o deus do amor "Kama", segundo os rituais hindus. Na China é usado para comemorar o Ano Novo. Usado para purificar ambientes onde existem pessoas doentes, e em locais de discórdia e agressividade.

Lavanda: Oriunda do latim "lavare", se destina à purificação. Também organiza os pensamentos, e se for passada nas têmporas alivia dores de cabeça.

Manjericão: Está associado ao discernimento, coragem, força física, propósito, justiça e harmonia.

Mirra: Está associado a nossa luz interior, criatividade, dinamismo, liderança e ação.

Olíbano: Acalma e desperta a consciência superior e concede o perdão às nossas culpas.

Rosa: Traz alegria, felicidade e harmonia ao lar.

Sândalo: Muito usado em rituais de purificação e meditação, pois acredita-se que tem propriedades de libertação mental. Indicado para ansiedade, medo, repressão ou apatia sexual. Aplica-se uma gota no meio da testa para para que tenhamos a verdadeira visão dos fatos.


Fonte: Planeta Magia


Postado por Marcia Arantes, em 3:29 PM

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Nome: Marcia Arantes
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Eu: Sou Wicca e acredito que devemos respeitar toda e qualquer forma de amar a vida.

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