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Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
Postado por Ma, em 1:40 AM
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Terça-feira, Dezembro 21, 2004
- SABBAT LITHA -( Para os que comemoram pelo Hemisfério Sul).
Litha é o Sabbat do Verão, o auge do Deus Sol e da Mãe Natureza. Em Litha a
Deusa é a Senhora plena, bela e já grávida. O Consorte é o Deus de Chifres no
esplendor de sua masculinidade. Litha é a Festa da Rosa. Coloque em seu altar
muitas rosas e girassóis. Aproveite o nascer do Sol nesse dia para solarizar
água, ou seja, em uma garrafa amarela ou envolta em celofane amarelo, deixe a
água tomar so raios do sol nascente e do Sol do meio-dia. Use a água durante o
ano para energização e proteção. Litha é um sabbat onde podemos energizar
nossos altares e instrumentos, e fazemos a trança chamada "Witches ledder", um
símbolo de proteção da Deusa Rhiannon, colocando na trança (feita com cordões
das cores branca , preta e vermelha) penas de 9 pássaros ou 9 penas de
diferentes cores, mentalizando a proteção dessa poderosa Deusa.
LITHA ou o Sonho de Uma Noite de Verão
Ela acordou sentindo a tepidez da noite. Ergueu os braços em direção às estrelas
e cada uma delas brilhou mais forte em resposta. Ela sentiu o prazer de ser
carne, a delícia de cada músculo sob a pele firme e jovem, do corpo magnífico e
nu. Deslizou as pernas em uma carícia, sentindo a relva macia em que estava
deitada. Abriu as narinas e aspirou o cheiro da terra úmida e das flores que
marcavam a noite. Passou os dedos entre os longos cabelos, provando cada
carícia como uma preciosidade e cada lufada de brisa como a antecipação de mais
delícias.
Alguns animais se aproximaram... os esquilos deslizavam suas caudas perto dela,
que tinha produzido para eles alguns grãos maduros e saborosos, os pássaros
bicavam de leve sua pele doce. Enquanto Ela sorria e se deliciava com o contato
macio dos pêlos e provava uma fruta madura, um som se ouviu ao longe: era a
trombeta do caçador.
Ah, com um gesto impaciente de sua mão a trombeta se calou... não era hora de
perturbar o despertar tranqüilo e sensual da floresta. Na mesma hora o caçador
ao longe sentiu um cheiro de carne já assada... voltou ao acampamento e viu o
enorme assado que dava para todos, se maravilhando com tal magia.
Nessa noite o homem, satisfeito, não caçaria. Iria dormir, sorrindo entre os
prazeres do próprio leito, agradecendo a generosidade dos deuses.
Ela começou a fazer um colar de rosas vermelhas. E ao contato de seus dedos a
fragrância que exalavam acordou a floresta toda. O Povo Pequeno veio chegando,
pronto para a festa.
Ela os recebeu com sorrisos e doces, as flautas enchiam o ar e os pequenos
tambores marcavam o pulsar da terra em festa.
Absorvida com seus amigos Ela só se voltou quando viu a sombra inconfundível...
Silencioso, Ele chegara, altivo e doce, forte e viril, músculos e chifres...
Ela o saudou com seu melhor sorriso:
- Senhor do Chifre do Sol, boas noites! Demorastes!
Com um sorriso quente e cheio de promessas Ele respondeu:
- Senhora das Rosas, só me entreti fazendo um presente para vós...
E ergueu uma maravilhosa coroa de ouro, brilhante como o Sol do verão. A coroa
faiscava em suas mãos, e dava a impressão de ser fluída, como se o Sol tivesse
se liquefeito e ficasse preso naquela forma pela magia do Deus.
Ela se levantou graciosa e ficou de costas, pedindo a Ele em silêncio que a
coroasse. Ele sorriu, ergueu os longos cabelos e beijou a nuca
perfeita...Virou-a para Ele e disse:
- A Senhora das Rosas é soberana em si mesma. Só vós podeis vos coroar.
Vendo o acerto de suas sábias palavras, Ela tomou a coroa e colocou sobre a
cabeça, voltando-se para Ele majestosa. Ele ficou mudo, extasiado pela beleza
faiscante, em total devoção.
Ela viu nos olhos dele o Amor que borbulhava, fervia em redemoinhos de
sentimentos e antecipação. Ela se perdeu naqueles olhos e quando os corpos dos
dois se entrelaçaram na eterna dança da vida, tudo o que existia sonhou com
eles e suas delícias.
E quando o orgasmo veio, a natureza rugiu em mil vozes de prazer e êxtase.
E, então, tudo o que existe soube que era Litha mais uma vez.
Incenso de Litha
Carvalho
Alecrim
Grãos de Milho
Folhas de girassol
Pétalas de rosa
Coma o tradicional Pão com sementes de girassol ( adicione sementes de girassol
descascadas e salgadas, orégano e gengibre em pó a uma receita de pão comum, na
hora de sová-lo) e beba Vinho de Litha ( adicione a um litro de vinho tinto 20
morangos cortados em fatias e uma xícara de açúcar de confeiteiro, misture e
sirva gelado). Alternativa de bebida não alcoólica: chá de gengibre .
Postado por Ma, em 7:19 PM
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Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
Postado por Ma, em 12:00 PM
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Segunda-feira, Dezembro 13, 2004
A Lua na Astrologia
A Lua e o Sol são os luminares da Alma. O Sol representa o arquétipo masculino principal e a Lua, o feminino.
Para entender o significado astrológico da Lua, é necessário estudar: o signo e casa onde se encontra no mapa natal e seus aspectos com o resto dos planetas.
Este estudo revela a potencialidade natal da Lua na vida da pessoa. A Lua astrológica é a forma de palpitar e expressar o mundo emocional.
A situação astrológica da Lua no céu revela importantes informações do astral regente, tanto pelo seu posicionamento, como pelo momento do ciclo em que se encontre.
O que indica o signo Lunar no mapa natal
¿ Como se reage emocionalmente;
¿ Como se vivenciam as emoções e as respostas aos estímulos;
¿ O que sensibiliza ou atinge;
¿ O que afeta ou magoa;
¿ O que deixa feliz e satisfeito.
. As simpatias e antipatias que se tem num primeiro momento;
¿ A expectativa de complementação emocional nos relacionamentos;
¿ As características ideais dos espaços e ambientes íntimos;
¿ Como "nutrir" as necessidades emocionais ou como esperamos ser nutridos e complementados;
¿ Como se cuidam dos seres íntimos;
¿ As características da criança interior;
¿ As características da mãe ideal.
O significado do signo lunar é matizado pela situação astrológica da Lua no Mapa natal:
¿ A casa onde se encontra;
¿ Os aspectos astrológicos com o resto dos planetas e pontos significativos no mapa;
¿ A situação astrológica de seu "dispositor" (planeta que rege o signo onde se encontra).
O conhecimento do signo lunar é fundamental para conseguir propiciarmos bem-estar e conforto emocional.
A Casa onde se encontra a Lua
Define o setor da vida que centraliza a vida emocional. Sua situação astrológica indicará os temas mais importantes do mundo interior do indivíduo.
Esta casa também indica onde (em que setor da vida) o indivíduo vai preferir descansar, aconchegar-se, estabelecer relações de afeto. É a casa onde se é mais popular e bem aceito.
Exemplo: Quem tem a Lua na casa IV, gosta de ambiente familiar -o Lar é muito importante. Uma pessoa com a Lua na casa X, reconforta-se emocionalmente na sua vida profissional e social. Na casa IV, a pessoa é popular na família; na casa X, é popular no ambiente social.
Os "aspectos" à Lua
Indicam como é a dinâmica da vida emocional e os enredos fundamentais nos quais a pessoa vive. É muito importante ter plena consciência dos aspectos à Lua. Deles dependerão a qualidade da vida emocional.
Os planetas em aspecto à Lua serão os personagens principais nos dramas que acontecem com a Lua. Assim, um trígono com Júpiter cria a potencialidade de um vínculo forte e positivo entre a Lua e Júpiter, propiciando ao indivíduo, equilíbrio emocional, segurança e sincronias felizes. O indivíduo poderá conseguir focalizar e potencializar o melhor das pessoas com quem convive. Ele poderá ter facilidade para criar espaços de conforto onde imperam o afeto, o carinho, a fatura de alimentos, a possibilidade de aconchego... Já uma Lua em quadratura com Saturno pode criar um indivíduo que não consegue se entregar ao afeto e à família, criando situações de desconforto emocional e podendo viver perdas e abandonos.
Na verdade, a expressão do aspecto vai depender da consciência e da inteligência emocional do indivíduo, da configuração geral em que se encontra o aspecto, e do momento da vida. Por isso, podemos dizer que a forma de se viver um aspecto e suas possíveis maneiras de se manifestar vai depender muito da alma do indivíduo e do ambiente em que se desenvolve.
A Lua bem aspectada
Aspectos harmônicos: sextil, trígono e algumas conjunções
Uma lua bem aspectada, em princípio, poderá propiciar uma vida emocional equilibrada e protegida. Ainda que possa existir uma situação difícil no ambiente familiar, a pessoa encontra formas positivas de viver e de processar possíveis traumas.
Bons aspectos também são favoráveis à vida pública, ao carisma, à aceitação social e ao astral agradável que inspira confiança e estima.
Qualidades: Candura, simpatia, equilíbrio, aconchego, intuição, confiança, maternalidade, talento para a cozinha e cuidados em geral.
A Lua mal aspectada ou em curto circuito
Aspectos tensos: quadratura, oposição, alguns quincunces
Uma lua mal aspectada pode criar situações de desafios emocionais que, quanto mais rápido estiverem conscientizados, melhor para a alma. Os aspectos da Lua contêm uma síntese das experiências emocionais passadas, inclusive de outras vidas.
A emoção tem por alimento a memória, as experiências vividas no passado. As positivas abrindo caminhos, as negativas detonando alarmes e circuitos defensivos e paranóicos, que não permitem a priori, um relacionamento objetivo e atualizado com a vida.
Por isso, os aspectos tensos devem ser bem conhecidos porque, ao serem ativados pela memória negativa do um passado dolorido, não levem a pessoa à respostas defensivas ou paranóicas, mas sim ao reconhecimento de algo inusitado, digno de toda credibilidade e esperança.
Quando os aspectos negativos são iluminados, a pessoa adquire uma maior inteligência emocional e capacidade para viver com profundidade e riqueza as suas emoções e relacionamentos.
Por exemplo, quando a Lua está fazendo "aspectos tensos" com o Sol ou outros planetas, pode provocar mal estar e atritos interiores: uma quadratura do Sol com a Lua pode expressar-se em um conflito entre o que nos faz sentir confiantes, vitalizados, seguros (o Sol) e o que nos provoca conforto emocional (a Lua). Se optarmos pelo que nos faz sentir bem emocionalmente (a Lua), ficamos desvitalizados (o sol); se optarmos pelo que nos vitaliza, ficamos desanimados. O que fazer? Temos de encontrar jeito de conciliar as diferenças e reforçar as semelhanças.
Possíveis defeitos: hipersensibilidade, impressionabilidade, inquietude, instabilidade, irritabilidade, crises, melodramas, obsessões, angústias, neuroses diversas, psicossomatizações; dificuldade de relacionamento, convívio problemático com família e grupos em geral; desconexão com a realidade; frieza ou emoção em desmedida; dependência, atitude de submissão (até mesmo masoquismo); pode caminhar do excesso de consevadorismo ao capricho e à imprevisibilidade.
Um dos objetivos da interpretação de um aspecto por um astrólogo é contribuir com diferentes leituras possíveis de expressão do aspecto, permitindo refletir sobre os possíveis caminhos de canalização.
O astropsicodrama, através da vivência, pode ajudar a encontrar soluções criativas aos desafios perante às tensões da Lua natal.
A Lua em trânsito
Os trânsitos de Lua são rapidíssimos. Em um dia, a Lua caminha aproximadamente 15 graus; em 6 horas, uns 4 graus. Assim, a Lua está dois dias num mesmo signo e seus aspectos têm validade de, no máximo, 12 horas, considerando a orbe de 5 graus antes e depois do aspecto.
A Lua pode agir como dinamizadora ou catalisadora de algum aspecto mais demorado ou de promessas do mapa.
Aconselha-se também o estudo das Lunações e das fases da Lua.
Prestar atenção em que parte do mapa acontece a Lua Nova, assim como todas as fases da Lua, especialmente quando se analisa setores da vida que tenham a ver com as emoções, família ou público.
Outra coisa muito reconfortável é a celebração do aniversário lunar. Todo mês, fazemos um ano de Lua no momento em que a Lua transita pela posição da Lua Natal.
O que representa a Lua na carta natal
A Lua, no mapa, dá importantes dicas para saber como a pessoa gosta de ser tratada, o que magoa, o que gosta de ganhar como presente e os ambientes em que se sente acolhida.
Postado por Ma, em 2:25 PM
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Terça-feira, Dezembro 07, 2004
DIAS DE PODER
No passado, quando as pessoas viviam em conjunto com a natureza, o passar das estações e os ciclos lunares tinham um profundo impacto em cerimônias religiosas. Por ser a Lua vista como um símbolo da Deusa, cerimônias de adoração e magia aconteciam sob sua luz. A chegada do inverno, as primeiras atividades da primavera, o quente verão e a entrada do outono também eram marcadas por rituais.
Os wiccanos, herdeiros das religiões pré-cristãs da Europa, ainda celebram a Lua cheia e observam as mudanças das estações. O calendário religioso wiccano possui treze celebrações de Lua Cheia e oito Sabbats, ou dias de poder.
Quatro desses dias (ou melhor, noites) são determinados pelos solstícios e equinócios, o início astronômico das estações. Os outros quatro rituais baseiam-se em antigos festivais folclóricos (e, de certo modo, aqueles do Oriente Médio). Os rituais estruturam e ordenam o ano wiccano, além de nos lembrar do infinito ciclo que perdurará muito depois de partirmos.
Quatro dos Sabbats - talvez os que há mais tempo são observados - eram provavelmente associados à agricultura e aos ciclos reprodutivos dos animais. São eles o Imbolc ou Candlemas (1° de Agosto), Beltane (31 de Outubro), Lughnasadh ou Lammas (2 de fevereiro) e Samhain (1 de maio). Estes são nomes celtas, muito comuns entre os wiccanos, apesar de existirem muitos outros.
Quando a observação cuidadosa do céu levou a um conhecimento comum do ano astronômico, os solstícios e equinócios (por volta de 21 de março, 21 de junho, 21 de setembro e 21 de dezembro - as datas corretas variam de ano para ano) foram incorporados à estrutura religiosa.
Quem foram os primeiros a cultuar e gerar energia nesses períodos? Esta questão não pode ser respondida. Entretanto, esses dias e noites sagrados são a origem dos 21 rituais wiccanos.
Muitos deles ainda sobrevivem em suas formas seculares e religiosas. Celebrações do May Day (Dia de Maio), Halloween, Dia da Marmota e até mesmo o Dia de Ação de Graças, para citar alguns populares feriados americanos, estão conectados a antigos cultos pagãos. Versões altamente cristianizadas dos Sabbats também foram preservadas pela Igreja Católica.
Os Sabbats são rituais solares, assinalando pontos do ciclo anual do Sol, e constituem apenas metade do ano ritual wiccano. Os Esbats são as celebrações wiccanas da Lua Cheia. Nesta data, nós nos reunimos para cultuar Aquela Que É. Não que os wiccanos omitam o Deus nos Esbats - ambos são normalmente reverenciados em todas as ocasiões.
Anualmente, ocorrem de 12 a 13 Luas cheias, ou uma a cada 28 ¼ dias. A Lua é um símbolo da Deusa, bem como uma fonte de energia. Assim, após os aspectos religiosos dos Esbats, os wiccanos costumam praticar magia, desfrutando do maior poder energético que, crê-se, exista nesses períodos.
Alguns antigos festivais pagãos, desprovidos de suas qualidades sagradas pelo domínio do Cristianismo, se degeneraram. O Samhain aparentemente pertence agora aos fabricantes de doces nos Estados Unidos, enquanto o Yule foi transformado de um dos mais sagrados dias pagãos num período de grosseiro comercialismo. Até mesmo os ecos do nascimento de um salvador cristão são pouco audíveis diante do zumbido eletrônico das máquinas registradoras.
Mas a velha magia permanece nesses dias e noites, e os wiccanos os celebram. Rituais variam enormemente, mas todos se relacionam à Deusa e ao Deus, e à nossa morada, a Terra. A maioria dos ritos acontecem à noite, por motivos práticos assim como para gerar certo clima de mistério. Os Sabbats, sendo baseados no Sol, são mais normalmente celebrados ao meio-dia ou na aurora, mas hoje isto é raro.
Os Sabbats nos contam uma das histórias da Deusa e do Deus, de sua relação e de seus efeitos sobre a fertilidade da Terra. Muitas são as variações desses mitos, mas eis aqui um relativamente comum, entrelaçado a descrições básicas dos Sabbats.
A Deusa dá à luz um filho, o Deus, no Yule. De modo algum isto é uma adaptação do cristianismo. O solstício de inverno é há muito visto como um período de nascimentos divinos. Diz-se que Mitras nasceu nesse período. Os cristãos simplesmente o adotaram a seu uso em 273 E. C. (Era Comum).
O Yule é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano. Povos antigos notaram tais fenômenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Os wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do sol como um final apropriado para seus esforços.
Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol. A Deusa, inativa durante o inverno de Sua gestação, repousa após o parto.
O Yule é remanescente de antigos rituais celebrados para acelerar o fim do inverno e a fartura da primavera. Para os wiccanos contemporâneos, é um lembrete de que o produto final da morte é o renascimento, um pensamento reconfortante nestes dias de desassossego.
O Imbolc assinala a recuperação da Deusa após dar à luz o Deus. Os períodos mais longos de luz A despertam. O Deus é um jovem desejoso, mas Seu poder é mais sentido nos dias mais longos. O calor fertiliza da terra (a Deusa), fazendo com que as sementes germinem e brotem. Assim ocorre o início da primavera.
Este é um Sabbat de purificação pelas forças renovadoras do sol, após a vida reclusa do inverno. É também um festival de luz e fertilidade, antigamente marcado na Europa por grandes queimas, tochas e fogos de todas as formas. O fogo representa nossa própria iluminação e inspiração, assim como a luz e o calor.
O Imbolc é também conhecido como festa das Tochas, Oimelc, Lupercalia, Festa de Pã, Festival do Floco de Neve, Festa da Luz Crescente, Dia de Brigit, e provavelmente muitos outros nomes. Algumas wiccanas seguem o antigo costume escandinavo de usar coroas com velas acesas, mas muitos outros usam velas em suas invocações.
Este é um dos períodos tradicionais para as iniciações em covens e rituais de autodedicação, que podem ser praticados ou renovados nesse período.
Ostara, o Equinócio da Primavera, e também conhecido como Ritos da Primavera e Dia de Eostra, assinala o primeiro dia da real primavera. As energias da natureza mudam subitamente do repouso do inverno para a exuberante expansão da primavera. A Deusa cobre a terra com seu manto de fertilidade, despertada de Seu repouso, enquanto o Deus se desenvolve e amadurece. Ele caminha pelos campos a verdejar, e delicia-se com a abundância da natureza.
No Ostara, as horas do dia e da noite são as mesmas. A luz está ultrapassando a escuridão; a Deusa e o Deus impelem as criaturas selvagens da Terra a reproduzir-se.
Este é um período de iniciar, de agir, de plantar encantamentos para ganhos futuros, e de cuidar dos jardins rituais.
O Beltane marca a chegada da virilidade do jovem Deus. Agitado pelas energias em ação na natureza, Ele deseja a Deusa. Eles se apaixonam, deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. Os wiccanos celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em ritual.
O Beltane é há muito celebrado com rituais e festas. Os Maypoles (Mastros de Maio), símbolos fálicos supremos, eram o ponto central dos rituais das antigas vilas inglesas. Muitas pessoas acordavam na alvorada para colher flores e ramos verdes nos campos e jardins, usando-os para decorar os Maypoles, seus lares e a si mesmos.
As flores e folhas simbolizam a Deusa; o Maypole, o Deus. O Beltane marca o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças.
Os Maypoles são por vezes utilizados atualmente por wiccanos durante os rituais do Beltane, mas o caldeirão é um ponto central mais comum da cerimônia. Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo, o igual mas oposto do Maypole, símbolo do Deus.
No passado, pulava-se sobre fogueiras para estimular a fertilidade, a purificação, a saúde e o amor. O fogo novamente representa o Sol, celebrado neste período de dias mais longos.
O Meio do Verão é uma época clássica para magia de todos os tipos.
Lughnasadh é a época da primeira colheita, quando as plantas da primavera murcham e derrubam seus frutos ou sementes para garantir nosso consumo e para assegurar futuras safras. Misticamente, também o Deus perde Sua força enquanto o Sol nasce mais longe ao Sul a cada dia, e as noites tornam-se mais longas. A Deusa observa entre lamento e regozijo ao perceber que o Deus está morrendo, ao mesmo tempo que vive dentro dEla como Seu filho.
Lughnasadh, também conhecido como Véspera de Agosto, Festa do Pão, Lar da Colheita e Lammas, não é necessariamente observado neste dia. Originalmente, coincidia com a primeira ceifada.
À medida que o verão passa, os wiccanos recordam seu calor e fartura no alimento que comemos. Cada refeição é um ato de sintonia com a natureza, e somos lembrados de que nada no universo é constante.
O Mabon, o Equinócio de Outono, é a conclusão da colheita iniciada no Lughnasadh. Mais uma vez o dia e a noite tem a mesma duração, equilibrados enquanto o Deus se prepara para abandonar Seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento pela Deusa.
A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. A Deusa curva-se diante do Sol que enfraquece, apesar do fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo enquanto Ele enfraquece.
No Samhain, a Deusa se despede do Deus. É um adeus temporário. Ele não está envolto em trevas eternas, mas prepara-se para renascer pela Deusa no Yule.
Antigamente, o Samhain, também conhecido como Véspera de Novembro, Festa dos Mortos, Festa das Maçãs, e Todos os Santos, marcava um período de sacrifício. Em alguns lugares, esta era a época de sacrifícios animais para assegurar comida durante as profundezas do inverno. O Deus - identificado com os animais - também tombava para garantir a continuidade de nossa existência.
O Samhain é um período de reflexão, de análise do ano que se finda, de ajustar contas com o fenômeno da vida sobre o qual não exercemos controle - a morte.
O wiccano sente que nesta noite a divisão entre as realidades físicas e espirituais é estreita. Eles recordam seus ancestrais e todos os que já se foram.
Após o Samhain, os wiccanos celebram o Yule, completando assim o ciclo do ano.
Certamente, há muitos mistérios enterrados aqui. Por que o Deus primeiro o filho e depois o amante da Deusa? Isto não é incesto, mas simbolismo. Na história da agricultura (um dentre muitos mitos wiccanos), a constante alternância da fertilidade da Terra é representada pela Deusa e pelo Deus. Este mito fala dos mistérios do nascimento, da morte e do renascimento. Celebra os maravilhosos aspectos e belos efeitos do amor, e honra as mulheres que perpetuam nossa espécie. Também indica a grande dependência que os homens têm em relação à Terra, ao Sol e à Lua, e os efeitos das estações em nossa rotina.
Para povos agrícolas, o ponto principal deste ciclo místico é a produção de alimentos por meio da união entre o Deus e a Deusa. O Alimento - sem o qual todos morreríamos - está intimamente ligado às deidades. Na verdade, os wiccanos vêem a comida como mais uma manifestação da energia divina.
Assim, ao observar os Sabbats, os wiccanos sintonizam-se com a Terra e com as deidades. Eles reafirmam suas raízes na Terra. A prática de rituais nas noites de lua cheia também fortalece sua conexão com a Deusa em particular.
O wiccano sábio celebra os Sabbats e os Esbats, por serem estes períodos de poder real e simbólico. Honrá-los de algum modo é parte integral da Wicca.
Fonte: 'Guia Essencial da Bruxa Solitária', de Scott Cunningham
Postado por Ma, em 10:26 PM
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