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[Quinta-feira, Junho 30, 2005]


CABALA
2-O HEBRAICO
Alfabeto Sagrado - Hebraico

A Qabalah compõe-se de diversos livros, sendo o mais expressivo dele o ZOHAR, obra atribuída ao rabino Simeon Ben Yochai, que viveu no século II. Zohar significa "Livro do Esplendor" . Para um estudo profundo e exato da Cabala é necessário que isso seja feito em hebraico. O hebraico se constitui de 22 letras, consideradas alfabeto sagrado.

No hebraico as letras também são números, o que significa que o estudo da Cabala também requer estudos de alta matemática.

No idioma hebraico há três letras-mães, que são Aleph, Mem e Schin. Há sete letras duplas, que são Beth, Ghimel, Daleth, Chaph, Phe, Resch e Thau. E há doze letras simples ou elementares , que são He, Vo, Zain, Cheath, Teth, Iod, Lamed, Nun, Samech, Ayin, Tsade e Cuph.

O estudo da Qabalah está na raiz de quase todos os sistemas mágicos, e esse conhecimento é essencial a qualquer magista. Mas como requer um estudo muito sério e aplicado nem todo candidato a magista se submete ao rigor do estudo cabalístico, especialmente quanto a compreender o alfabeto hebraico, sem o que não pode haver nenhum estudo sobre a cabala.

O ponto de partida de toda cabala é o alfabeto. O alfabeto dos hebreus é composto de vinte e duas letras; entretanto, essas letras não são colocadas ao acaso, uma após a outra. Cada uma delas corresponde a um número, de acordo com a sua classificação, a um hieróglifo segundo a sua forma, a um símbolo segundo a sua relação com as outras letras. Todas as letras derivam de uma delas, o iod, como será explicado.

O iod as gerou da seguinte maneira :

a) Três letras mães:

A - (Aleph)

M - (Mem)

S - (Schin)


b) Sete letras duplas (duplas porque exprimem dois sons, um forte e positivo, e outro fraco e negativo) :

B - (Beth)

G - (Ghimel)

D - (Daleth)

Ch - (Chaph)

Ph - ( Phe)

R - ( Resch)

T - (Thau)


c) E doze letras simples, formadas pelas demais letras.


Cada letra hebraica representa três coisas:


1 - Uma letra, isto é, um hieróglifo ;

2 - Um número, o da ordenação da letra ;

3 - Uma idéia. Combinar as letras hebraicas é combinar números e idéias, daí a criação do Taro.


ALFABETO HEBRAICO




Cada letra, sendo uma potência, está ligada mais ou menos intimamente com as forças criadores do Universo. Essas forças evoluem nos três mundos : físico, astral e psíquico ; cada letra é o ponto de partida e de chegada de uma série de relações.

Combinar palavras hebraicas é, então, agir sobre o próprio Universo, daí o uso de nomes hebraicos em muitas cerimônias mágicas.

Conhecido o alfabeto hebraico em geral, é preciso estudar o significado e as relações de cada uma das 22 letras do alfabeto. Os antigos rabinos, os filósofos e os cabalistas explicam, segundo seu sistema, a ordem, a harmonia e as influências dos céus sobre o mundo, pelas 22 letras hebraicas que compreende o alfabeto místico dos hebreus.

Este alfabeto designa:

1 - Do Aleph ao Iod, o Mundo Invisível, isto é, o Mundo Angélico (inteligências soberanas que recebem as influências da primeira luz eterna, atribuída ao Pai de quem tudo emana) ;

2 - Da letra Chaph à letra Tsade, diferentes ordens de anjos que habitam o mundo visível, isto é, o mundo astrológico atribuído a Deus, o Filho, que significa a sabedoria divina que criou essa infinidade de astros, que circulam na imensidão do espaço, onde cada um está sob a salvaguarda de uma inteligência especialmente encarregada pelo Criador de os conservar e de os manter em suas órbitas, a fim de que nenhum astro possa perturbar a ordem e a harmonia que Ele estabeleceu ;

3 - A partir da letra Tsade à última, letra Thau (ou Tav), designa-se o mundo elementar atribuídos pelos filósofos ao Espírito Santo. É o soberano dos Seres, quem dá a alma e a vida a todas as criaturas.


por Marcia Arantes de Paula * 2:59 PM

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[Quarta-feira, Junho 22, 2005]


"ACENDA SEU PRÓPRIO FOGO INTERIOR...CULTIVE O AMOR EM TUDO E EM TODOS!"
Blessed be!

por Marcia Arantes de Paula * 10:25 PM

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SÉRIE "A CABALA"

1-A Árvore da Vida

A Árvore da Vida é o glifo fundamental da Tradição Ocultista Ocidental e foi utilizada para meditação e trabalho oculto prático durante inúmeros anos. Muitos dos seus símbolos são arquetípicos, o que significa que têm sentido profundo para os homens de todas as raças e credos. Eles encarnam experiências humanas fundamentais como "masculinidade", "feminilidade", "maternidade", etc.

Centenas de estudiosos do ocultismo foram criados neste ocultismo e instruídos no seu uso prático, começam a viver, agir e a pensar dentro deste sistema. Trabalhamos com ele todos os dias, meditando sobre ele e interpretando a vida do ponto de vista da sua estrutura. Isso traz ordem à vida interior; os sonhos e o "psiquismo"aparecerão em função do simbolismo da Árvore e, ao alcançarmos o estágio adequado de preparação, o trabalho ritual se baseará nele.

Para que a Cabala se torne parte da nossa vida, seu uso deve ser completamente automático, se quisermos alcançar o seu pleno proveito. Por isso, é uma excelente idéia tomar notas e traçar diagramas em todas as oportunidade. Desse modo, o sistema se torna parte do nosso mundo interior.

A maioria dos estudiosos modernos não está muito interessada em pesquisa acadêmica por si mesma; quer algo que possa ser utilizado hoje. A Qabalah é um sistema vivo e se desenvolve com o uso, evoluindo, como devem evoluir todos sistemas de conhecimento destinados a sobreviver. Os elementos cabalísticos são frequentemente classificados dentro de quatro títulos:


1) Cabala prática, que trata da magia cerimonial;

2) Cabala dogmática, que compreende a literatura e o sistema;

3) Cabala literal, que trata das letras e dos seus valores numéricos;

4) Cabala oral, que se ocupa com a atribuição dos símbolos às esferas da Árvore da Vida.




Os Triângulos na Árvore

Otz Chiim, a Árvore da Vida, é, na verdade, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

Ela é composta de dez círculos ou esferas chamadas Sefirats, que significa "emanações". A forma singular de sephiroth é sefirat. Estas Sefirats são dispostas em três triângulos ficando o décimo círculo isolado embaixo, conforme é mostrado pela figura de abertura desta página.

Os triângulos são ligados entre si por vinte e duas linhas ou caminhos. Observando a figura central da ilustração desta página, você poderá perceber. Os círculos representam estágios no desenvolvimento das coisas - em especial a evolução do universo e da alma. Os círculos são numerados de 1 a 10 de acordo com a linha em ziguezague chamada raio, que às vezes é ligada ao diagrama da Árvore.

Se você quiser perguntar porque as esferas da Árvore não podem simplesmente ser dispostas em linha como uma série de contas, a razão é que a Árvore representa um conjunto de relações, não apenas uma sequência de eventos.


Os Pilares

As dez esferas da Árvore podem ser consideradas como três linhas verticais ou pilares. Tal disposição apresenta os tr6es grandes princípios complementares de atividade, passividade e equilíbrio. Os pilares laterais representam sempre os complementares, enquanto o do meio retrata o estado de equilíbrio entre eles.

O simbolismo do pilar, como todas as relações na Árvore, pode ser aplicado igualmente à humanidade ou ao universo. A significação das forças complementares da Árvore se tornará clara à medida em que aprofunda o seu estudo. É apresentado um círculo pontilhado entre os círculos um e seis; ele representa uma "sephirah invisível", chamada Daath.

Para locarlizar melhor os circulos, comece numerando do alto e no centro, como circulo 1. O circulo da direita é o 2, da esquerda 3, próximo à direita 4, esquerda 5, centro 6, direita 7, esquerda 8, centro 9, centro 10. Na tradição cabalística, os pilares muitas vezes eram chamados de SEVERIDADE (Ativo), Compaixão (passivo) e Mansidão (equilíbrio).

As Letras Hebraicas

Dizem que um professor de hebraico numa universidade inglesa iniciou sua preleção com as palavras:- Senhoras e Senhores, esta é a língua que Deus falava. Talvez isto estivesse sendo um pouco exclusivista, mas tinha boa razão para isso. Uma considerável parte das sagradas escrituras da cultura ocidental foi indiscutivelmente escrita nessa língua antiga.

Há vinte e duas letras do alfabeto hebraico. São todas consoantes. Os sons vogais, ou pontos, foram acrescentados posteriormente. Diz a lenda que, durante a Criação, Deus fez desfilar diante de si as vinte e duas letras e "viu que eram boas". Recebida a aprovação divina, as letras foram consideradas sagradas, cada uma representando uma idéia e um som.

A forma atual das letras é semelhante aos objetos que originalmente se supunha que representassem. Desse modo, Shin, a vigésima primeira letra, representa o dente da serpente, enquanto Kaph, a décima primeira, uma palmeira. A esta altura você deve estar se perguntando se precisará aprender o hebraico antes de compreender a Árvore e utilizá-la.

A resposta é um simples NÃO. A Árvore é um sistema universal de relações. Pode ser expressa em qualquer língua e época.

Porque estamos fazendo digressões sobre o hebraico?

Antes de tudo porque as idéias cabalísticas foram originalmente expressas em hebraico e muitas obras subseqüentes, como os elementos da "Aurora Dourada", basearam grande parte de suas teorias e práticas nas letras e seus significados.

Em segundo, porque centenas de estudiosos do ocultismo, meditando e trabalhando sobre elas no ritual, tornaram o hebraico uma espécie de centro do inconsciente da Tradição Ocultista Ocidental. O moderno ocultista, assim diz a teoria, pode, através da reflexão sobre as letras, sintonizar esse conjunto de idéias e experiências.

Há vinte e duas letras, todas consoantes. O hebraico não tem nenhum sinal para os números, de modo que se dá a cada letra um valor numérico.

Os antigos rabinos usavam essa característica, desenvolvendo uma forma de numerologia chamada gematria. Se os valores das letras isoladas que compõem uma palavra são totalizados, a soma obtida pode ser comparada aos resultados ajustados a outras palavras. Todas as palavras com um total comum são consideradas como tendo uma afinidade especial.

Os cabalistas dividem as letras em três grupos: letras-mãe, letras duplas e letras simples. Há três letras-mãe, sete duplas e doze simples.




A Árvore e suas Forças

A Qabalah é chamada de Árvore da Vida porque é representada por Dez Esferas interligadas, cada qual representando um Princípio-Regente. Essas esferas-princípios são chamadas de Sefirats.

A Árvore da Vida é um diagrama que representa todas as forças e fatores atuantes no universo e na humanidade. Não existe nenhuma característica, influência ou energia que não seja suscetível de representação na Árvore. O começo, o fim e os caminhos intermediários, todos são representados. Pode-se assim ver o passado, o presente o o futuro nas Dez sefirats e nos vinte e dois caminhos que as ligam.

Somos, naturalmente, construtores de formas. Todo o nosso passado foi consumido numa luta corpo a corpo com a forma, pois mesmo os reinos etéricos do plano mental são túrgidos e restritivos para o espírito. Não é de surpreender, portanto, que a personalidade - ela própria uma complexa forma mental e emocional - veja forças abstratas em símbolos concretos.

Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança e fazemos o mesmo com o nosso universo interior - nossa percepção das forças abstratas é personalizada ou formalizada de acordo com o nível da nossa compreensão do momento. Os Titãs, os deuses olímpicos e os deuses com cabeça de animais do Egito são formas feitas pelo homem.

Os arcanjos, os anjos, serafins e querubins, os elementais e as fadas do folclore são personificados em formas aladas, anões, rodas ardentes, pilares de fogo, etc. segundo a profundidade da nossa percepção e os limites do nosso suprimento de imagens mentais. Os símbolos personalizados são palavras no vocabulário dos ocultistas. Com as palavras de que nos servimos na vida diária, eles representam realidades; só há ameaça de perigo quando elas são tomadadas erroneamente pelas realidades que representam.

O ocultismo jamais pode ser restringido a uma série de fórmulas rígidas. A experiência humana é individual e alguns aspectos dela podem ser singulares. Tampouco duas pessoas reagem do mesmo modo a uma experiência. Há, por conseguinte, pouco valor em adquirir um livro sobre a Cabala com uma série de poderes facilmente acessíveis e utilizá-lo como um substituto da experiência pessoal. O livro só pode servir para apontar o caminho.

Seja como for, tudo depende do uso que você fizer da Árvore como símbolo fundamental.





por Marcia Arantes de Paula * 10:04 PM

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Layout novo.

por Marcia Arantes de Paula * 12:00 PM

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SALVE DEUSA DA LUA DE PRATA
QUE A NOITE ME TRAGA
TEU MELHOR SORTILÉGIO
QUE TUA SERENA CANÇÃO
ECOOE AOS 4 VENTOS
LEVANDO AS 4 ENERGIAS
DOS ELEMENTOS
ELEVANDO O AMOR
NOS CORAÇÕES DOS HOMENS
E A PAZ NESTE MUNDO
SALVE MÃE!
SALVE SENHORA!

por Marcia Arantes de Paula * 12:47 AM

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[Sábado, Junho 18, 2005]


YULE - SOLSTÍCIO DE INVERNO
(21 de Dezembro) H. Norte / (21 de Junho) H. Sul

Esse é o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Terra. O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito totalmente pagão: o Pinheiro, o azevinho, e tantas outras árvores tão utilizadas no Natal são árvores cujas as folhas perenes e sempre verdes, e por isso simbolizam a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes. É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.

COMEMORANDO O YULE

O altar é decorado com plantas como pinho, alecrim, louro, zimbo e cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo. Folhas secas também podem ser colocadas no altar. Encha o caldeirão - no altar e sobre uma superfície à prova de fogo - com algum líquido inflamável(álcool), ou então coloque uma vela vermelha dentro do caldeirão. Em rituais externos, prepare uma fogueira sob o caldeirão, a ser acesa durante o ritual. Prepare o Altar, acenda as velas e o incenso, crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. de pé diante do caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras ou outras semelhantes. "Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono. Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem. Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda. Não me aflijo, logo isto também será passado." Acenda o caldeirão(ou a vela),usando fósforos longos ou uma vela, Enquanto as chamas crepitam, diga: Acendo este fogo em sua honra, Deusa Mãe. Você criou vida a partir da morte; o calor do frio; O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo. Bem - vindo, Deus Solar que sempre retorna! Salve, mãe de Tudo! Circule o altar e o caldeirão lentamente, no sentido horário, observando as chamas. Repita o seguinte por algum tempo: A roda gira, o poder queima! Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o inverno, não apenas na Terra mas em nós mesmos. Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim sua continuação. Dê boas vindas ao Deus. Após algum tempo, pare e novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga: Grande Deus do Sol, Saúdo o Teu retorno. Que brilhes sobre a Deusa; Que brilhes sobre a Terra, Espalhando as semente e fertilizando o solo. A Ti todas as bênçãos, Ó renascido do Sol! Trabalhos de magia, se necessários, podem-se seguir! Celebre o banquete simples. O circulo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS DO YULE

Louro, Camomila, Alecrim, Sálvia, Zimbo, Cedro e outras.

COMIDAS TÍPICAS DO YULE

Carne de porco, castanhas, frutas como a maçã e pêras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.

por Marcia Arantes de Paula * 2:51 AM

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[Segunda-feira, Junho 06, 2005]


SABEDORIA ORIENTAL
(Para ler e pensar....)
O Grito!!!
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" "Gritamos porque
perdemos a calma", disse um deles. "Mas, por que gritar quando a outra
pessoa está ao seu lado?", questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
"Então, não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu opensador.
Então, ele esclareceu: "Vocês sabem porque se grita com uma
pessoa quando se está aborrecido?"
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância
precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro,
através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas
pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E, por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena.
Às vezes, estão tão próximos seus corações, que nem falam,
somente sussurram. E, quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer
sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Por
fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que
seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois
chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o
caminho de volta".

por Marcia Arantes de Paula * 7:39 PM

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