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[Sexta-feira, Dezembro 29, 2006]


Simpatias e Encantamentos para o Ano Novo
:: Miriam Carvalho ::


JÚPITER regerá 2007. Maior planeta do Sistema Solar.
Planeta da Justiça, da riqueza e abundância, da mente superior, da expansão, da moralidade, da ética, da misericórdia e da religiosidade.

TÔNICA PARA 2007:
- Desenvolver o impulso para expansão e prosperidade em todos os sentidos, observados os critérios de nobreza, moral e ética;
- Romper limites e alcançar novos horizontes, mantendo uma consciência dimensional;
- Constância na fé vinculada à evolução espiritual, através do autoconhecimento dando um maior sentido à existência de vida.
- Uma dica interessante de minha amiga Silvia Regina Oliveira, deveremos permanecer em constante estado de alerta uma vez que, devido ao caráter expansivo de Júpiter, corremos o risco de encararmos a vida e as coisas todas, com certo exagêro; temos que pontuar para não darmos aos fatos e acontecimentos uma dimensão maior do que a que eles possuem, isto é, temos que usar nosso lado saturnino para encararmos tudo em seu real tamanho, sem exagêros e isto, em todas as áreas: não devemos amar demais, odiar demais comer demais, etc, pois Júpiter tende a isso. Ao mesmo tempo que ele nos impulsiona no sentido do crescimento, é necessário ter um bom controle racional para não se perder o pé. Sendo o fogo o elemento de Júpiter, tal como um fogo se alastra rápidamnete, fugindo ao controle, nossas ações podem se comportar assim se não ficarmos atentos.

Tzadkiel é o arcanjo de Júpiter.
Dono da responsabilidade paternal. Sem noção de limites em sua generosidade.
Regente da quinta-feira, sua cor é azul.
Protege os nascidos sob o signo de Sagitário e Peixes. Salmos 112, 113 e 144.
Promove a prosperidade, age em tudo que se relacione à justiça, política, esportes, jogos, prestígio social, heranças, ganhos de dinheiro, mudanças, comprovação de honestidade, assuntos ligados a terras, fazendas etc., organiza ambientes e promove manutenção da autoridade. Protege advogados, políticos, atletas, líderes espirituais, todos que trabalham em atividades ligadas a documentos e leis.

2007 - Regências e Correspondências.
- Planeta: Júpiter
- Dia da Semana: Quinta-feira
- Cor: Azul, Índigo, Violeta.
- Sabores: ligeiramente ácidos
- Animais: Cavalo, Cervo, Elefante, todos os animais de porte grande e elegante.
- Partes do Corpo: Coxas, músculos, fígado.
- Vegetal: Cedro, Cana-de-açúcar.
- Flor: Jasmim, violeta.
- Ervas: aniz estrelado, espinheira santa e dente-de-leão.
- Incenso: Mirra, noz moscada e Jasmim.
- Pedras: Quartzo azul, ametista, água marinha azul.
- Metal: Estanho
- Elemento: Fogo
- Frutas: Morango, abacaxi.
- Aroma: Cravo e Cedro

PORTAL MÁGICO
Escolha um local dentro de sua casa ou no jardim para criar um "Portal Mágico".
Pode ser um canto em seu quarto, no local de trabalho, perto de uma árvore, ou ainda perto de uma planta que você goste.
No dia 1º. - depois de tomar seu banho, vá até esse local e comece a imaginar anjos, seres encantados, fadas entrando e saindo. Acenda um incenso, faça uma oração ou um salmo de sua preferência, consagrando esse local, como seu cantinho mágico de poder.
Durante o ano, recorra a esse local toda vez que precisar de uma intervenção mágica ou ajuda angelical.

Esse ritual também poderá ser feito:
- Em qualquer dia de Lua Nova;
- Quinta-feira, dia consagrado a Júpiter que regerá 2007;
- Dia 20 de março quando começa o ano Astrológico;
- Sempre que mudar de residência.

CRESCIMENTO PROFISSIONAL E PROSPERIDADE
Dia 6, dia de Reis, coloque uma romã dentro de um saquinho confeccionado de pano vermelho e ofereça aos 3 Reis Magos: Baltazar, Gaspar e Melchior.
Pendure esse saquinho atrás da porta e deixe lá o ano inteiro.
Poderá ser feito também no dia 20 de março quando começa o ano astrológico.

TAÇA DA PROSPERIDADE
Monte uma taça, mentalizando receber prosperidade da seguinte forma:
Deve ser uma taça transparente de vidro ou cristal, tanto pode ser em uma fruteira como uma taça de champanhe, depende do tamanho das pedras que colocar.
Por que a taça?
É o símbolo da receptividade do útero, da fecundidade.
É na taça que brindamos a felicidade e a vitória em todos os sentidos (casamento, nascimento, conquistas, entrada de ano novo, etc).
Tem ainda a ver com sacralidade: como o Santo Graal; o cálice que Cristo selou a Santa Ceia; o cálice sempre representou o poder do reis, dos deuses pagãos, etc.

Coloque nessa taça os cristais da relação a seguir e, não se esqueça que tais cristais deverão estar limpos e energizados antes de montar a taça.

Limpeza e energização dos cristais:
Deixar 24 horas imersos em água e sal, depois passar em água corrente e deixá-los expostos ao Sol pelo menos durante uma hora para energizar recebendo o Prana.
- 1 pirita (molécula cúbica) facilita ganhos materiais.
- 7 citrinos - símbolo da riqueza (7 = Domínio do espírito sobre a matéria)
- 1 ponta de cristal branco - união de todas as cores para paz e harmonia.
- 1 ametista - transmuta energia negativa em positiva, pedra da espiritualidade.
- 1 ônix - facilita a aquisição de bens.
- 1 quartzo rosa - traz realização em todas as manifestações do amor.
- 1 quartzo azul - proporciona equilíbrio.
- 1 quartzo verde - irradia saúde
- 1 cornalina - para concretizar objetivos.
- 1 crisopraso - suaviza o coração trabalha o perdão.
- Completar com água filtrada e deixar em local visível na casa como decoração emanando prosperidade. Trocar a água uma vez por semana.
Essa taça também poderá ser feita em qualquer quinta-feira de Lua Crescente.

PARA CARTEIRA SEMPRE CHEIA DE DINHEIRO
Na véspera do ano conserve com você 7 moedas correntes, de qualquer valor.
7 minutos antes da virada, distribua para amigos ou familiares que estiverem presentes e guarde a última com você. Deixe-a na carteira, será o seu talismã.

PROGRAME SEU CRISTAL PARA USO PESSOAL
Os cristais podem ser programados para uma única finalidade, ou algo muito importante que você deseja alcançar.
É uma forma de potencializar e amplificar a energia da vontade.

Para programação use apenas cristal branco (união de todas as cores)
Escolha um momento ideal, para não haver interrupções , permaneça durante 5 minutos simplesmente se soltando, conscientize-se de que algo muito especial vai acontecer e comece o ritual:
1. Segure o cristal entre as duas mãos, apontando na direção do sexto chacra, Frontal, o terceiro olho, que fica entre as sobrancelhas.
2. Enquanto segura o cristal visualize um raio de luz conectando você e o Cristal, ligando seu 6O chacra à ponta do cristal, até sentir que a comunicação está feita.
3. Passe mentalmente para o cristal a função a que ele se destina, através das ondas de pensamento para uma vontade dirigida. Seja bem objetiva e clara, usando afirmações positivas, deixando que a presença Divina guie seu propósito com amor e sabedoria.
4. Reforce a programação do cristal durante sete dias, dizendo:
"Este é o meu Cristal e está programado em nome da Luz Divina, do Amor Maior e da Harmonia Universal para..................................."

Exemplos de programação:
- Cristal pessoal para saúde
- Cura
- Proteção
- Meditação
- Auto-ajuda
- Força e coragem
- Criatividade no trabalho
- Sucesso nos objetivos
- Harmonia familiar
- Discernimento
- Energização de Água
- Energização de Ambientes
- Energização de Plantas e Animais

OBSERVAÇÃO:
Você também poderá programar seu cristal em qualquer época do ano, observando a Lua:
Minguante: Quando quer que algo vá embora (tipo perder peso, doença).
Crescente: Para alcançar algo que deseja muito.
Nova: Para proteção.

RITUAL DE DESPEDIDA
Antes de encerrar o ano, acenda uma vela branca, faça uma oração e escreva numa folha de papel branco tudo que houve de triste, desagradável, frustrações, falta de realização, dissabores, medos, inseguranças, incertezas, mágoas, bloqueios enfim, tudo que você vivenciou no ano que passou e que pretende excluir de sua vida neste novo ano.
Em seguida queime a folha na vela desmaterializando qualquer crença negativa ou padrão pensamento.
Depois da passagem do ano, pode ser no dia seguinte, pegue outra folha de papel e escreva tudo que você almeja para o ano novo como: saúde, trabalho, dinheiro, realização em todas as áreas de sua vida, amor, felicidade etc.
Dobre guarde dentro de uma Bíblia ou de um livro de orações até o ano seguinte.

VARREDURA
Dia 31, antes do Sol se pôr, faça o seguinte ritual:
Risque no chão, com giz ou carvão, um circulo de mais ou menos um metro e meio.
Entre dentro desse circulo e, com uma vassoura, comece a varrer de dentro para fora do circulo, tudo que estiver difícil em sua vida. Para cada varrida diga em voz alta o que está varrendo. Exemplo: tristeza, raiva, solidão, falta de dinheiro, desamor, desavenças, desesperos, ciúmes, enfim, tudo aquilo que você quer deixar para traz.
Respire fundo, saia do circulo lentamente, lave a vassoura em água corrente e acenda dentro do circulo uma vela branca para que a chama do fogo preencha o local com luz e ilumine seus caminhos no decorrer do ano.
Poderá ser feito também no dia 20 de março quando começa o ano Astrológico ou em qualquer dia no início da Lua crescente.

PROTEÇÃO E ILUMINAÇÃO
Faça uma vistoria em sua casa e troque todas as lâmpadas que estiverem queimadas. Na passagem do ano, às 24h00min horas, acenda todas as lâmpadas e receba com carinho e muito amor todas as bênçãos para o novo ano que se inicia.
Poderá ser feito também dia 20 de março, quando começa o ano astrológico.

PROSPERIDADE PARA A FAMÍLIA
Na passagem do ano, coloque um punhado de arroz cru em cada canto da casa mentalizando fartura, prosperidade e saúde para todos.
Retire esse arroz no dia 6, de Reis e jogue em um jardim.

CEIA DE PASSAGEM DO ANO
Procure colocar sobre a mesa alguns ramos de trigo, eles vibrarão fartura. A sopa de lentilhas não poderá faltar. Você deverá comer 3 colheres da sopa antes de qualquer outra refeição, fazendo 3 (três) pedidos diferentes, um para cada colherada. Peça com fé.

PARA CONQUISTAR UM NOVO AMOR
Compre um quartzo rosa, deixe-o submerso em água e sal grosso de um dia para o outro, no dia seguinte depois de passá-lo em água corrente, deixe-o exposto ao sol durante, no mínimo, uma hora. Use esse quartzo rosa na virada do ano, mantendo-o na bolsa ou na cabeceira da cama durante o ano.

INICIAÇÃO
No dia 1º do ano, em qualquer hora que esteja tranqüila e serena, acender uma vela branca.
Se solte, relaxe e olhe durante 3 minutos para a chama da vela e, em seguida, fazer a seguinte afirmação:

DEUS DE INFINITA BONDADE:
- Que eu seja banhada pela luz primordial
- Que eu esteja unida com a sabedoria Terra
- Que eu identifique meu espaço dentro do conceito cósmico
- Que eu tenha percepção das energias sutis
- Que eu seja um espelho da força do amor
- Que eu limpe as nuvens de minha visão
- Que eu saiba o que é preciso saber
- Que eu revele a verdade e o caminho mais sábio
- Que eu enxergue através da perspectiva superior
- Que eu aceite o ser humano sem julgamentos
- Que eu possa sempre manter a tolerância
- Que eu exerça o significado real do amor
- Que eu possa aceitar e usar minha própria força
- Que eu e meu Eu Superior atuem em conjunto
- Que eu mantenha sempre a calma interior
- Que eu respeite o livre arbítrio do outro
- Que eu tenha o equilíbrio entre as polaridades
- Que eu irradie luz através da própria força criadora

LIMPEZA E ENERGIZAÇÃO DE AMBIENTES (Lar ou Escritório)
- Examine sua vida atual e veja o que criou para si mesma.
- Sua casa é uma representação simbólica de você mesma.
- Você cria um padrão trabalhando a intenção.
- Encha a casa ou escritório com sensações de paz.
- Use cores suaves em paredes, quadros e objetos.
- Limpe os cantos e armários, livre-se de tudo que não precisa mais.
- Livre-se de objetos que tragam para o presente, energias de um passado triste.
- Os objetos devem estar associados a boas lembranças.
- Associações negativas sugam energia do espaço.
- Crie um ambiente vibrante, alegre, colorido, claro e cheio de saúde.
- Distribua plantas em abundância por toda casa.
- Remova qualquer objeto que impeça a porta de abrir totalmente.
- Descubra o que simboliza o amor para você e encha sua casa com isso.
- Comece a projetar um novo campo energético e notará que a vida e as pessoas ao seu redor responderão a essa nova energia e o Universo que a cerca aderirá., absorvendo e transmitindo o que está projetando.
- Se alguém sofre de depressão, colocar luz em todos os sentidos, natural ou artificial e passe a usar cores alegres!

Poderá ser feito também em qualquer dia de lua crescente.
Além de sua freqüência energética positiva, seguem algumas âncoras:

- INCENSO
Acender um incenso na entrada, começando pelo lado direito, corra todos cômodos cruzando todos os cantos até chegar novamente no ponto inicial, fazendo a seguinte afirmação em cada canto: "Nesta casa há cantos, cada canto tem um anjo, em nome do pai, do filho e do Espírito Santo, Amém".

- SINO
Abrir as janelas e tocar um sino em cada cômodo, mentalizando a saída de tudo que houver de negativo e dissonante no ambiente.
Em seguida, preencher, com música ou assopre canela em pó.
A música traz paz e harmonia e a canela traz prosperidade.

- AGUA
Na lua crescente ou nova, respingar água de fonte com um ramo de trigo ou de pinheiro em todas as dependências da casa. Pode ser também água benta se preferir.
Em seguida ler o Salmo 90.

- PROTEÇÃO DA ENTRADA
Dentro de um copo de vidro, transparente, coloque sal grosso até a metade, complete com água filtrada. Em seguida coloque um espiral feito com fio de cobre deixando a ponta 3 centímetros para fora do copo.
Esse copo deve ficar na porta de entrada (pode ser atrás da porta), do lado esquerdo de quem entra.

- FLORES
As flores sempre foram usadas em comemorações de alegria, amor ou dor.
Possuem freqüência vibratória e elementos fluídicos em sua cor e perfume.
Anote alguma delas que você poderá estar usando no lar ou escritório.
Angélica...................... resgata autoestima e reconhecimento de qualidades
Cravos......................... facilitam conquistas e realização de sonhos
Crisântemos................ protegem contra inveja e trazem abundância
Dália............................ realização profissional (escritórios)
Lírios:.......................... união familiar - energia do compartilhar
Rosas:.......................... embelezam e limpam ambientes
Tulipa:......................... traz fama (escritório)
Violeta:........................ desperta lealdade



BANHOS DE LIMPEZA OU ENERGIZAÇÃO

- Atrair dinheiro
7 galhinhos de salsa
7 cravos da Índia
7 pedacinhos de canela em pau
3 folhas de louro
1 pitada de noz-moscada
Ferver tudo em 1 litro de água de jogar do pescoço para baixo.

- Energético para o amor
Ferver em um litro de água durante 7 minutos:
7 pétalas de rosa branca
7 pétalas de rosa vermelha
7 colherinhas de óleo de amêndoas doce
7 gotas de óleo essencial de lavanda.
Deixe esfriar, coe e adicione 1 vidro pequeno de Seiva de Alfazema.
Colocar em um vidro e passar no corpo após o banho. Pode ser usado a dois.

- Limpeza de aura
Ferver um litro de água e colocar:
3 galhinhos de alecrim
3 galhinhos de arruda
1 colher de sopa de camomila
1 colherinha de café de sal grosso.
Desligar o fogo, tampar e esperar ficar na temperatura do corpo.
Depois do banho jogar do pescoço para baixo.

- Stress, fadiga e depressão
3 cravos da Índia
3 gotas de óleo essencial de lavanda
3 galhinhos de alecrim
7 galhinhos de arruda
7 pétalas de rosa branca
7 galhinhos de manjericão.
Ferver tudo 3 minutos, apague e deixe tampado até ficar na temperatura do corpo.
Jogar do pescoço para baixo.

- Eliminar energia negativa provocada por magia. (Fazer na lua minguante)
3 colherinhas de bicarbonato de sódio.
3 ramos de alecrim
3 ramos de arruda
3 ramos de hortelã
3 colherinhas de Tomilho.
Ferver tudo durante 3 minutos, coar, esperar ficar na temperatura do corpo e jogar pescoço para baixo.


Por às [2:03 PM]


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[Quinta-feira, Dezembro 28, 2006]


Dalai Lama
BUDISMO TIBETANO (Parte1)

Ao amanhecer em Dharamsala, quando o sol surge entre as montanhas, várias pessoas já estão acordadas e andando pelo caminho ao redor da residência do Dalai Lama, o líder espiritual do povo tibetano. Dharamsala é uma pequena cidade situada no sopé dos Himalayas, as montanhas mais altas do mundo, e hoje Dharamsala é o centro da comunidade buddhista tibetana exilada na Índia, e o lar do Dalai Lama. Tenzin Gyatso, o décimo quarto Dalai Lama, é considerado por seus seguidores como sendo uma emanação física de Avalokiteshvara, o buddha da compaixão e divindade patrona do Tibet. Obrigado a deixar sua terra natal em 1959, quando o exército chinês anexou o Tibet à força, ele e muitos de seu povo se assentaram na Índia, onde continuam a olhar para as montanhas, esperando um dia voltar à sua terra natal.

A dura realidade da diáspora e a tenuidade de sua posição no exílio não diminuíram a reverência do povo tibetano pelo Dalai Lama, e o grande número de pessoas que andam ao redor de sua residência em Dharamsala são um testemunho de seu respeito por ele. As pessoas nesse caminho são um grupo representativo de toda a sociedade tibetana: jovens e velhos, leigos, monges, monjas e pessoas de todos os níveis da sociedade. Algumas estão indo trabalhar ou fazer compras, e escolhem o caminho ao redor da residência do Dalai Lama porque se acredita que andar ao redor dela traz mérito, mesmo que se ande por apenas uma parte do caminho. Muitas das pessoas no caminho vão fazer este circuito várias vezes, e sua caminhada será um ato de devoção religiosa.

A maioria leva contas de oração (sânsc. mala, tib. trengwa / phreng ba), usadas para marcar o número de vezes que cantam um mantra (tib. ngag / sngags). O uso de mantras é profundamente enraizado no buddhismo tibetano. São preces curtas em que se acreditam alterar a mente de maneira sutil e fazer uma conexão com um buddha (tib. sangye / sangs rgyas), ou ser iluminado, específico. O buddhismo tibetano não tem deuses no sentido ocidental do termo ¿ as divindades do buddhismo tibetano são buddhas, literalmente, "despertos" que, em vidas passadas, foram pessoas comuns, mas que transcenderam o comum através de suas meditações e realizações. Quando os tibetanos cantam um mantra associado a um buddha específico, não estão simplesmente pedindo as bênçãos e a ajuda do buddha ¿ a meta final da prática é a deles mesmos se tornarem buddhas, já que os buddhas são seres sencientes que realizaram o mais elevado potencial que todos nós possuímos.

Os tibetanos que caminham ao redor do palácio do Dalai Lama muitas vezes cantam o mantra de Avalokiteshvara ¿ Om Mani Padme Hum ¿ uma prática que faz um tributo ao Dalai Lama como encarnação de Avalokiteshvara e focaliza suas mentes na meta de eventualmente atingir seu nível de sabedoria e compaixão, as duas qualidades que os buddhas corporificam. Muitos vão parar ao longo do caminho em pequenos relicários (sânsc. stupa, tib. chöten / mchod rten) que geralmente contém algum tipo de artefato religioso. Muitas vezes os tibetanos farão prostrações diante dos chörtens ou da residência do Dalai Lama. Acredita-se que isto traz grande mérito religioso e, como o cântico de mantras, ajuda a focalizar a mente na meta da iluminação.

Uma das características comoventes desta prática é o seu foco primário: os outros seres. Geralmente acredita-se que, se alguém realizar ações religiosas unicamente para benefício próprio, essas práticas não são efetivas e produzem pouco ou nenhum mérito. Já que se está tentando atingir a iluminação, e já que os buddhas são seres cuja compaixão se estende a todos os seres, qualquer um que cante o mantra do buddha da compaixão ou faz uma homenagem ao Dalai Lama unicamente por ganho pessoal é considerado como sendo profundamente desorientado. Os tibetanos reconhecem isto e, quando forem perguntados, geralmente vão indicar que oferecem o mérito de suas devoções religiosas para o benefício de todos os seres sencientes.

Tudo ao longo do caminho são símbolos religiosos, a maioria dos quais são conectados a Avalokiteshvara ou à sua manifestação humana, o Dalai Lama. Há muitas "paredes mani", que são pilhas de pedras, cada uma das quais inscrita com o mantra Om Mani Padme Hum. Isto significa, literalmente, Om Jóia no Lótus Hum, e tem um tremendo significado para os devotos buddhistas tibetanos. A sílaba Om é comumente achada nos mantras e se diz que simboliza a natureza última de toda a realidade, a verdade final das coisas. A "jóia no lótus" é a compaixão, a qualidade que se acredita ser corporificada por Avalokiteshvara.

O simbolismo deste mantra revela uma grande parte das pré-suposições e práticas do buddhismo tibetano. Um lótus é nascido na sujeira e na lama do fundo de um pântano, mas quando emerge sobre a superfície da água e abre sua pétalas, uma bela flor aparece, sem a lama da qual surgiu. Similarmente, a compaixão genuína surge da sujeira do mundo comum, que é caracterizado pela luta, ódio, desconfiança, ansiedade e outras emoções negativas. Mas assim como o mundo é o lugar das emoções negativas, é também o lugar em que podemos nos tornar buddhas, seres iluminados que despertaram do sono da ignorância e que perceberam a realidade como ela é, com absoluta claridade e profunda compaixão pelos seres que sofrem.

Assim como o lótus surge da lama de um pântano, os buddhas foram anteriormente seres humanos, imersos nos pensamentos negativos e ações em que todos os seres comuns se engajam: brigas, guerras, ciúmes e ódios desprezíveis, aos quais os seres comuns estão sujeitos. Através de seu treino meditativo, porém, os buddhas transcenderam tais coisas, e como os lótus, emergem sobre suas origens na sujeira e olham para ela, não sendo maculados pela lama e lodo que estão abaixo. O simbolismo pode ser estendido ainda mais, porque os buddhas não apenas escapam do mundo e olham para os outros abaixo, com piedade de um deleite desapegado; ao invés disso, como o lótus que ainda tem suas raízes conectadas com a lama no fundo do lago, os buddhas continuam a agir no mundo pelo benefício dos outros, tomando continuamente a forma humana para ajudá-los, para fazê-los conscientes da realidade de suas situações e para indicar o caminho da iluminação, que pode livrá-los do sofrimento.

Todos estes símbolos estão operando nas mentes dos tibetanos que estão fazendo o circuito ao redor da residência do Dalai Lama. Eles o percebem como a corporificação de suas mais elevadas aspirações, alguém que transcendeu o mundo através do esforço individual, da atividade compassiva e da meditação diligente, mas ainda continua a emanar manifestações físicas para beneficiar os outros. A compaixão de Avalokiteshvara é completamente imaculada de quaisquer emoções negativas; ele não tem a necessidade de louvor, não procura a aprovação dos outros e suas ações são completamente intocadas por pensamentos de ganho pessoal. Ao invés disso, ele corporifica o mais elevado e puro nível da compaixão, uma compaixão que é dita como sendo inconcebível pelos seres comuns. O desenvolvimento de tal compaixão pura no mundo comum da ignorância, desejo e ódio, é dita como sendo tão rara quanto um lótus crescendo do fundo de um pântano e abrindo suas pétalas para revelar uma jóia perfeita em seu interior. Isto indica a natureza multifacetada do simbolismo do mantra que os tibetanos cantam ao andar ao redor da residência do Dalai Lama. Enquanto andam, eles tentam manter este simbolismo em mente, porque se acredita que o quanto mais se familiarizar com isso, mais natural ele se torna, mais e mais se pensa e se age de acordo com isso.

Esta é a idéia básica que sublinha o sistema da meditação tântrica, que é considerada pelos tibetanos como o meio mais efetivo de se atingir a iluminação. Neste sistema, tenta-se transformar a mente através da meditação e através do cercar a si mesmo com os símbolos que ressoam com as próprias metas religiosas, que conduzem a mente aos pensamentos de compaixão, sabedoria, altruísmo, comportamento ético, paciência etc. As pessoas no caminho ao redor da residência do Dalai Lama estão fazendo mérito religioso, que se espera pagar os dividendos no futuro, mas em um nível mais profundo, elas estão tentando reorientar suas mentes na direção de uma compaixão maior e mais espontânea, já que esperam atingir absolutamente o mesmo nível de Avalokiteshvara. Enquanto observam a residência da manifestação humana de Avalokiteshvara, elas desejam se tornar como ele, e as paredes mani, chörtens e rochas esculpidas com seu mantra servem para conduzir a atenção ao seu trabalho, que é o de não apenas pedir ajuda a alguma divindade poderosa, mas se tornarem divindades por si mesmas e trabalhar pela melhoria dos outros.

Um dos aspectos da vida em uma comunidade tibetana exilada que impressiona a maioria dos ocidentais é a difusão de tal simbolismo. Em todos os lugares por onde se anda, os símbolos buddhistas sobressaem: há paredes com rodas de oração inscritas com mantras, e as pessoas que as giram acreditam estar enviando um prece para o benefício de todos os seres sencientes. As bandeiras de oração, com curtos mantras ou invocações escritas nelas, oscilam ao vento, cada movimento enviando uma prece pelo benefício dos outros. Relicários de vários tamanhos, assim como monastérios, monges, monjas, templos e estátuas captam o olhar em todos os lugares, e muitas das pessoas que passam estão engajadas em atividades associadas com a prática buddhista: uma mulher a caminho do mercado está segurando suas contas de oração e suavemente recitando um mantra; um grupo de crianças está se prostrando em frente a um templo; uma fila de pessoas está se movendo vagarosamente ao redor de uma parede com rodas de oração, girando cada uma pelo benefício dos outros.

Em todos os lugares para onde se olha, percebem-se os sinais os das atividades que poderiam ser classificadas como "religiosas" pela maioria dos ocidentais, mas elas estão tão profundamente entrelaçadas no tecido da vida tibetana diária que é difícil de separar uma única parte deste tapete que seja puramente "religiosa" ou uma parte que seja apenas "secular". Não há distinção clara entre vida religiosa e secular nas sociedades tibetanas, e a "religião" não é compartimentalizada em certos lugares e horas, como tende a ser nas sociedades ocidentais. Ao invés disso, o buddhismo é o próprio sangue-vida da comunidade, e sua influência é vista em todos os aspectos da vida diária.

A língua tibetana nem mesmo possui um termo como as mesmas associações para a palavra "religião". A palavra mais próxima é chö (chos), que é uma tradução tibetana da palavra em sânscrito dharma. Este termo tem uma ampla gama de significados possíveis, nenhuma palavra em português vem a expressar aproximadamente as associações que ela tem para os tibetanos. Em seu uso mais comum, ela se refere aos ensinamentos do buddhismo, em que se acreditam expressar a verdade e delinear o caminho para a iluminação. O caminho é multifacetado, e há ensinamentos e práticas para servir a cada tipo de pessoa. Não há ninguém no caminho que todos sejam obrigados a seguir e não há práticas que sejam prescritas para todos os buddhistas. Ao invés disso, o dharma tem algo para cada um, e qualquer um pode se beneficiar com algum aspecto do dharma.

Porém, por causa desta natureza multifacetada, não há uma "verdade" que possa ser colocada em palavras, nem há um programa que treinamento que todos possam ou precisem seguir. O buddhismo tibetano reconhece que as pessoas têm diferentes capacidades, atitudes e pré-disposições, e o dharma pode e deve ser adaptado a isto. Assim, não há uma única igreja em que todos devam cultuar, nenhum serviço religioso em que todos devam participar, nenhuma oração que todos devam dizer, nenhum texto que todos devam tratar como normativo, e nenhuma divindade que todos devam cultuar. O dharma é extremamente flexível e se alguém achar que uma prática específica leva a diminuir as emoções negativas, a conduzir para a paz e felicidade maiores, e a aumentar a compaixão e a sabedoria, isto é o dharma. O Dalai Lama afirma que é possível praticar o dharma até mesmo seguindo os ensinamentos e práticas de tradições não-buddhistas, como o cristianismo, islamismo, judaísmo ou hinduísmo. Se alguém pertence a uma destas tradições e se a sua prática religiosa conduz ao avanço espiritual, o Dalai Lama aconselha a mantê-la, já que esta é a meta de todos os caminhos religiosos.

Neste sentimento, ele volta ao Buddha histórico, Shakyamuni, que nasceu no século V a.C. no atual Nepal. Quando estava prestes a falecer, o Buddha foi questionado por alguns de seus alunos, que estavam preocupados com que, após a morte do mestre, as pessoas pudessem começar a propor suas próprias doutrinas, que não teriam sido ditas pelo próprio Buddha, e que estas pessoas poderiam dizer aos outros que essas doutrinas eram as suas palavras reais. Em resposta, o Buddha disse a eles, "Tudo o que for bem-dito é a palavra do Buddha". Em outras palavras, se um ensinamento específico resulta em paz, compaixão e felicidade maiores, e se ele leva a diminuir as emoções negativas, então ele pode seguramente ser adotado e praticado como o dharma, não importa quem o propôs originalmente.

Esta flexibilidade faz ser difícil escrever sobre o buddhismo tibetano, um tapete de muitas camadas, composto de muitos fios diferentes, e qualquer um que espera escrever uma introdução a este sistema é encarado com o trabalho intimidador de sortir através de séculos de história, imensas quantidades de material textual e múltiplas linhagens de ensinamento e prática, cujo problema é composto pelo escopo do buddhismo tibetano, encontrado por toda a área cultural tibetana. Esta área inclui as regiões do Tibet central; grandes partes do Tibet ocidental que tradicionalmente eram autônomas; Amdo e Kham nas regiões orientais, que apesar de serem culturalmente tibetanas, falam dialetos distintos e mantinham independência das regiões centrais; as planícies abertas de Changtang, terra dos nômades tibetanos; muito da atual Mongólia; grandes áreas da Ásia central; áreas menores da presente Rússia e parte de várias repúblicas da ex-URSS; muito da região do Himalaia e do norte da Índia, incluindo o Ladakh, Zanskar e Sikkim; e os países vizinhos, Nepal e Butão.

Além disso, devido à diáspora do povo tibetano, trazida pela invasão e ocupação do Tibet pela China, hoje a religião e cultura tibetanas estão sendo difundidas por todo o mundo, e aumentando o número de pessoas no Ocidente que se consideram aderentes do buddhismo tibetano. Milhões ouviram ensinamentos ou leram livros e artigos de professores tibetanos, com o resultado de que a cultura tibetana está atraindo uma inesperada atenção de fora da sua terra natal, ao mesmo tempo em que tem sido sistematicamente erradicada em sua terra de origem.

(Adaptado do livro Introduction to Tibetan Buddhism,
John Powers, Snow Lion Publications)



Por às [4:58 PM]


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Vajrayana | O Caminho de Diamante

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A expansão do buddhismo pode ser dividida em cinco períodos:

Séculos VI-V a.C.: o Dharma foi exposto pelo Buddha e difundido por seus discípulos;
Séculos V a.C. - I d.C.: foram realizados os concílios buddhistas e surgiram as primeiras escolas;
Séculos I-VI: surgimento do buddhismo Mahayana;
Séculos VII-XIII: expansão do Vajrayana.
Séculos XIX-XX: chegada do buddhismo ao Ocidente.
O Vajrayana, ou Veículo de Diamante, surgiu por volta do século V nas regiões nordeste e noroeste da Índia. Este movimento também é conhecido como Veículo do Tantra (sânsc. Tantrayana) e Veículo do Mantra (sânsc. Mantrayana). O Vajrayana é uma forma específica de buddhismo Mahayana que foi difundido pela Ásia Central, Tibet, Nepal, Butão, Mongólia, China e Japão (onde é chamado Mikkyô, ensinamento secreto ou ensinamento esotérico). Através da Mongólia, o buddhismo tibetano também chegou ao sul da Rússia, hoje dividido em repúblicas autônomas no Cáucaso (Kalmykia) e na Sibéria (Buryatia e Tuva).

Um sinônimo para Vajrayana é Mantra Secreto (sânsc. Guhyamantra). "Secreto" refere-se ao fato de que sua própria natureza é um segredo para a mente confusa. O fato de que a realização pode ser alcançada dentro de alguns anos ou dentro desta mesma vida está inteiramente conectado com a realização desta natureza da mente e isto requer confiança e devoção.

(Da introdução de Chökyi Nyima Rinpoche em The Dzogchen Primer)

O Vajrayana nos diz que a natureza da mente de todos os seres está coberta por dois obscurecimentos. Um é chamado "obscurecimento emocional" ¿ desejo, raiva e ignorância. O segundo, o "obscurecimento cognitivo", é o apego sutil ao sujeito, objeto e interação, no qual o estado desperto desvia-se em apego dualista. Estes dois tipos de obscurecimento precisam ser dissolvidos e purificados. Isto é realizado reunindo-se as duas acumulações ¿ a acumulação de mérito e a acumulação de sabedoria, o treinamento no despertar original. Reunido as duas acumulações, desvelamos os dois tipos de conhecimento supremo ¿ o conhecimento que percebe o que quer que possivelmente exista e o conhecimento que percebe a natureza como ela é. Desvelando os dois tipos de conhecimento supremo, realizamos os dois kayas, dharmakaya e rupakaya. Rupakaya significa "corpo da forma" e tem dois aspectos: sambhogakaya, que é a forma da luz de arco-íris, e nirmanakaya, que pode tomar a forma física.

(Tulku Urgyen Rinpoche, As It Is - Volume II)

As escolas do Vajrayana costumam tomar o Samdhinirmochana Sutra como base para classificar os ensinamentos buddhistas em três "ciclos" ou "giros da roda do Dharma".

De acordo com as escrituras Mahayana, podemos entender os ensinamentos e Buddha em termos do que são conhecidos como os "três giros da roda do Dharma". O primeiro giro da roda foi em Sarnath, próximo a Varanasi, e foi o primeiro sermão público que o Buddha deu. O assunto principal deste ensinamento foi as Quatro Nobres Verdades, no qual o Buddha estabeleceu a estrutura básica de todo o Buddhadharma e do caminho para a iluminação.

O segundo giro da roda do Dharma foi no Pico dos Abutres [sânsc. Gridhakuta], próximo a Rajgir, atualmente em Bihar. Os principais ensinamentos apresentados aqui foram os da perfeição da sabedoria. Nestes sutras, o Buddha elaborou a terceira nobre verdade, a verdade da cessação. Os ensinamentos perfeição da sabedoria são críticos para entender completamente o ensinamento do Buddha sobre a verdade da cessação, particularmente para reconhecer totalmente a pureza básica da mente e a possibilidade de limpá-la de todos os poluentes. O assunto explícito dos Sutras da Perfeição da Sabedoria (sânsc. Prajnaparamita Sutras) é a doutrina da vacuidade. Então, como a base para os ensinamentos da vacuidade, estes sutras apresentam todo o caminho no que é conhecido como o assunto oculto ou escondido dos Sutras da Perfeição da Sabedoria, que é elaborado de modo bem claro e sistemático do Ornamento da Realização Clara (sânsc. Abhisamayalamkara) de Maitreya.

O terceiro giro da roda do Dharma é uma coleção de sutras ensinados em diferentes tempos e lugares. Os principais sutras desta categoria de ensinamentos são o material fonte para o Uttaratantra de Maitreya. Não apenas apresentam a vacuidade ensinada no segundo giro da roda, mas também apresentam a qualidade da experiência subjetiva. Apesar de estes sutras não falarem sobre a experiência subjetiva em termos das sutilezas de níveis, eles apresentam a qualidade subjetiva da sabedoria e os níveis através dos quais podemos melhorá-la e são conhecidos como Sutras da Essência ou Núcleo do Estado Búddhico (sânsc. Tathagatagarbha Sutras). Entre os escritos de Nagarjuna, há uma coleção de hinos junto com uma coleção do que poderia ser chamado de corpo analítico, como seus Fundamentos do Caminho do Meio [sânsc. Mulamadhyamakakarika]. O corpo analítico lida diretamente com os ensinamentos da vacuidade conforme ensinados nos Sutras da Perfeição da Sabedoria, enquanto os hinos relacionam-se com os Tathagatagarbha Sutras.

(Dalai Lama, Illuminating the Path to Enlightenment)



Por às [4:52 PM]


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[Quinta-feira, Dezembro 21, 2006]


LITHA:
O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.

Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)

O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.

Incensos: olíbano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia.
Cores das velas: azul, verde.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras verdes, especialmente a esmeralda e o jade.
Ervas ritualísticas tradicionais: camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espera, lavanda, feto masculino, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joão, tomilho selvagem, glicínia e verbena.


Ritual do Sabbat Litha

O ritual que se segue é tradicionalmente realizado pelos Bruxos numa clareira na floresta, num grande jardim afastado, no topo de uma colina ou em qualquer outro lugar da Natureza. Comece arrumando pedras no chão para formar um grande círculo com cerca de 3m de diâmetro. Com uma espada cerimonial consagrada ou uma longa vareta de madeira (preferivelmente uma vara de sorveira recentemente cortada), trace o símbolo poderoso e altamente mágico de um pentáculo (estrela de cinco pontas) dentro de círculo de pedras. Acenda cinco velas verdes para simbolizar os poderes da Natureza e a fertilidade, e coloque uma em cada ponta do pentagrama, começando pelo leste e continuando em movimento destrógiro.

Monte um altar ou coloque uma pedra grande e achatada no centro do pentagrama voltada para o norte, como um altar, e, sobre ela, uma estátua representando a Deusa. Em cada lado dela, acenda uma vela branca de altar. No ponto cardeal correspondente ao Ar, coloque um sino de latão, consagrado, e um incensório de olíbano com incenso de mirra. No ponto cardeal correspondente à Água, coloque um cálice com vinho, um pequeno prato com sal e uma pequena tigela com água (preferivelmente água fresca da chuva).


Por às [4:36 PM]


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[Quarta-feira, Dezembro 20, 2006]


Se Anjos existem...


Se anjos existem,
encontramo-los nas amizades que persistem...
Cada amizade encontrada ao léu,
é como um anjo que desceu do céu...
Amizades que surgem para nos ajudar,
para nos fazer a vida melhor apreciar,
que nos fazem agora e sempre acreditar
que tudo sempre pode melhorar...
Se todos no mundo entendessem
o valor de uma amizade verdadeira,
não fariam tanta besteira,
e não deixariam que tantas
coisas acontecessem...
Amigos não enxergam apenas as qualidades,
embora delas todos tenham necessidade...
Amigos convivem com nossos defeitos,
porque somos humanos,
portanto, imperfeitos...
Aceitam-nos, e nos aceitam,
como os seus aceitamos,
e os aceitamos também...
Esses anjos não dispõe de asas,
nem tampouco caminham sobre brasas,
mas tem em sua alma um doce sentimento
que nos conforta em momentos de lamento,
e lhes damos toda essa reciprocidade,
sempre querendo sua felicidade...
Assim, todos somos anjos,
pois não creio que possa haver alguém
que não tenha uma amizade sequer,
em cujo ombro possa se consolar,
em cujo coração possa habitar...
Todos somos anjos neste mundo,
bastando-nos desenvolver
esse sentimento profundo...
UMA TERNA E ETERNA AMIZADE.



Por às [11:22 PM]


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[Segunda-feira, Dezembro 18, 2006]


Natal Cristão:

Na Wicca não comemoramos o Natal Cristão.Mas com certeza não podemos negar a mensagem de um mestre como Jesus que deixou um legado de amor para a humanidade!
Á todos que comemoram esta data desejo um FELIZ NATAL!E que SEMPRE as bençãos da Deusa e do Deus cubram suas vidas com PAZ,LUZ E PROSPERIDADE!


"UNIÃO ENTRE OS POVOS!

Por às [1:18 PM]


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[Domingo, Dezembro 03, 2006]


Cristais (Parte5)

1. Quando seu cristal quebrar em vários pedaços, junte esses pedaços e coloque num jardim ou vaso de plantas. Se acontecer apenas uma lasca ou pequena fratura, não dê importância, continue a usá-lo da mesma maneira. Muitas vezes as pedras se quebram ou desmancham, e quando isso acontece é porque receberam uma carga de energia que talvez estivesse dirigida a você, e se sacrificaram em seu benefício. Isto geralmente acontece com as Malaquitas e as Turmalinas Pretas.

2. Se um Cristal Biterminado se quebrar no meio quando você estiver na presença de outra pessoa, guarde uma das pontas e dê a outra a essa pessoa. Quando acontece este fato é porque o relacionamento entre os dois está necessitando de alguma clareza ou equilíbrio.

3. Considere seus cristais e suas pedras como extensões de seu próprio ser. Se tiver alguma dúvida a respeito de quanto tempo deixá-los numa limpeza ou energização, ou qual o melhor método para isso, pense no que seria bom para você e faça o mesmo com eles. Por exemplo, se você tiver mais afinidade com incensos orientais, estes serão os melhores para limpar as suas pedras. Se sua afinidade forem os incensos ligados ao Xamanismo, como sálvia, cedro e artemísia, o mesmo vale para suas pedras, e assim por diante.

4. Nunca coloque peixes ou plantas num aquário de pedras destinado a limpeza de ambientes, pois eles não sobreviverão. Se você tiver um aquário ornamental, com peixes e plantas, pode colocar alguns cristais para energizar os peixes e plantas, mas neste caso a intenção clara do aquário não é para limpeza de ambientes.

5. Quando fizer algum tipo de trabalho com as pedras para enviar energia de cura à distância, lembre-se sempre de pedir permissão, em meditação, ao Eu Superior da pessoa a quem quer enviar essa energia, para não desrespeitar o livre arbítrio da pessoa. Depois de pedir a permissão, você terá a sensação exata se deve ou não proceder com o trabalho.

6. Se tiver cachorros como animais de estimação, não coloque pequenas pontas de Cristal de Quartzo para eles, pois têm o hábito de comer as pedras, e se estas tiverem pontas, podem feri-los interiormente. Dê preferência, neste caso, a pequenas peças roladas, pois estas podem ser engolidas sem prejudicar os animais. Quanto a outros animais, como gatos, não precisa se preocupar, pois estes não comem as pedras.

7. Cristais e pedras preciosas podem e devem ser aplicados em conjunto com outras técnicas de utilização de energias, como Radiestesia e Radiônica, Reiki, Massagens, Cerimônias Xamânicas, etc.

8. Não se atenha a nenhuma regra se sua intuição determinar algo diferente, Os cristais e pedras ampliam a intuição e você deve confiar nela. Se achar que precisa aplicar uma pedra num chakra diferente do costumeiro, pode fazê-lo sem medo de errar.

9. Dê sempre preferência a pedras em seu estado bruto, ou simplesmente polidas ou roladas. Pedras lapidadas podem conter o que é chamado de energia de forma, que dá mais força à forma que à própria energia da pedra. Somente as lapidações curvas, como esferas, ovos ou cabochões, não prejudicam a força energética das pedras.


Por às [3:24 PM]


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