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[Segunda-feira, Abril 30, 2007]
Samhaim
Ainda não é inverno, já não é mais verão. Samhaim é um período do tempo que está "entre os mundos". É quando o véu que nos separa de outras dimensões está fino, facilitando a nossa comunicação com nossos ancestrais que já partiram. É o Ano Novo das bruxas.
Samhaim é o oposto de Beltane, e quando se inicia o inverno. Mais do que isso, para os celtas Samhaim era o início do próprio ano, o momento misterioso que não pertencia nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo, nem ao outro.
Samhaim (pronuncia-se "sôu-en" ou "sôu-ín") significa "mês de novembro" em gaélico-irlandês. É celebrado no dia 1º de maio nos países do hemisfério sul, e no dia 1º de novembro nos países do hemisfério norte. As celebrações deste festival duram três dias, começando na véspera (noite de 30 de abril / 31 de outubro) e indo até o dia 2 de maio (ou 2 de novembro).
Samhaim era um tempo de propiciação, adivinhação e comunhão com os mortos, mas também uma festa desinibida onde se comia e se bebia, mostrando a face desafiadora e fértil da vida à própria face da escuridão.
O aspecto divinatório de Samhaim é compreensível por duas razões: pelo clima psíquico da estação e pela ansiedade a respeito do inverno que estava chegando. Com o tempo, foi-se tornando algo extremamente pessoal, onde diversas moças realizavam "simpatias" para descobrir quem seria o seu marido, por exemplo. No entanto, entre os sacerdotes e sacerdotisas, o antigo costume jamais foi perdido.
Samhaim, como os outros festivais pagãos, estava tão profundamente enraizado entre o povo que o cristianismo teve que tentar se apoderar dele. O aspecto da comunhão com os mortos e com outros espíritos foi cristianizado como o "Dia de Todos os Santos", transferido de sua data original (13 de maio) para 1º de novembro e estendido à toda a Igreja pelo Papa Gregório IV em 834. Mas suas raízes pagãs permaneceram vivas, obviamente, e a Reforma inglesa asboliu o Dia de Todos os Santos, que só retornou formalmente em 1928 na Inglaterra.
O difícil de se celebrar Samhaim em pleno século XXI é a popularização da festa conhecida como Halloween. Quem celebra a Roda do Ano pelo hemisfério sul celebra o festival em maio, enquanto aqueles que apenas se divertem em outubro mal sabe o que pode estar acontecendo.
É complicado porque muitas de nós somos mães e temos filhos querendo se divertir a qualquer oportunidade de festas. A sugestão é celebrar em maio com seu coven, ou sozinha, ou com seu parceiro, mas não ignorar (nem haveria como) a festa realizada no dia 31 de outubro. Se puder, faça uma festa para as crianças. Todas vão adorar, e você ainda pode se conectar às bruxas irmãs que estão celebrando Samhaim no hemisfério norte.
Sugerimos aqui alguns rituais e práticas para praticantes solitários, pois os covens já têm a sua tradição e práticas fixas, não necessitando de modelos para se basear.
Alguns costumes de Samhaim
Listamos nesta página alguns costumes tradicionais deste sabbat. Todos os exemplos foram retirados de diversas fontes, algumas inclusive desconhecidas. se você conhecer a autoria de alguns deles, entre em contato conosco.
- Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril com água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a se casar no próximo ano.
- Na Escócia, clocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as "descansar" durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.
- O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo "travessuras ou gostosuras" é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelos seus habitantes. O presente também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.
- Antigamente, todas as safras deveriam ser colhidas até o dia 31 de outubro e qualquer coisa que não fosse colhida era abandonada, pois acreditava-se que o Pooka, um duende noturno que mudava de forma e que tinha grande prazer em atormentar os seres humanos, passava a noite de Samhaim destruindo ou contaminando tudo o que fora deixado sem ser colhido. O disfarce favorito do pooka parece ter sido a forma de um feio cavalo preto.
- Na Escócia e no País de Gales, fogueiras individuais eram acesas. Eram chamadas de Samhnagan, na Escócia, e Coel Coeth, em Gales, e eram construídas com a antecipação de dias no terreno mais elevado próximo da casa. O hábito das fogueiras de Halloween sobreviveu também na Ilha de Man.
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às [8:03 PM]
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[Sexta-feira, Abril 27, 2007]
MITOLOGIA CELTA 2:
ANDRASTE
Pouco se sabe sobre a deusa Andraste, a não ser que era cultuada pela Rainha Boadicea, a rainha-guerreira britânica que quase expulso as legiões de conquistadores dos romanos.
Sabemos que Andraste era associada à Lua, pois a lebre ou o coelho lhe eram sagrados. De acordo com a História, pouco antes de sua última batalha contra os romanos, a rainha soltou uma lebre e observou o padrão de sua fuga como método de predição (predição utilizando as ações de animais era utilizada por diversas outras culturas além da céltica).
Não há registro do que Boadicea teria visto nos movimentos da lebre. Os registros históricos dão conta que ela conduziu seu exército a um ataque maciço contra as bem-treinadas legiões de Roma e quase derrotou o controle romano sobre a Grã-Bretanha.
Quando capturada, a rainha se envenenou, frustrando assim os planos dos romanos de exibi-la em uma parada vitoriosa em Roma.
Uma possível versão posterior de Andraste é Eostre, também ela conectada a lebres e ovos e o Equinócio de Primavera.
ARIANRHOD
Arianrhod de Gales era uma Deusa da Lua Nova. Seus símbolos, assim como os de Cerridwen, eram o caldeirão e a porca branca. Sua Roda de Prata, por vezes representada como um barco com roda de pás que levava as almas para sua morada estelar, podia muito bem simbolizar a roda zodiacal e seus signos (os aros da roda).
Arianrhod era chamada de Roda Prateada, Grande Mãe Fértil, Deusa das Estrelas, Deusa dos Céus e Deusa da Reencarnação. Seu palácio era chamado de Caer Arianrhod (Aurora Borealis).
Ela era a guardiã da Roda de Prata das Estrelas, um símbolo do tempo. Essa Roda era também conhecida como Roda de Pás, um barco que carregava os guerreiros mortos para a terra da Lua (Emania).
Seu consorte original era Nwyvre (Céu ou Firmamento). Ela era também a mãe de Lleu Llaw Gyffes e Dylan, com seu irmão Gwydion. Arianrhod regia a beleza, a fertilidade e a reencarnação.
BLODEUWEDD
A deusa galesa Blodeuwedd era conhecida como a Deusa dos Nove aspectos da Ilha Ocidental do Paraíso, uma conexão tanto com a Lua (nove é um número lunar) quanto com a morte e a reencarnação (aspectos da Lua Nova).
Robert Graves escreve que Blodeuwedd possuía nove poderes; nove é também um múltiplo de três, outro número da Lua e da Deusa. A coruja era o animal sagrado de Blodeuwedd. Ela lidava com mistérios lunares e iniciações mágicas.
De acordo com a mitologia galesa, Blodeuwedd foi criada por Gwydion e Math a partir de brotos de carvalho, gesta e rainha-dos-prados para ser a esposa de seu sobrinho, o jovem deus Lleu. Seu nome significa literalmente "cara-de-flor".
No entanto, após algum tempo, Blodeuwedd per- deu seu interesse por Lleu e se apaixonou pelo obscuro deus da caça da floresta. Quando ela perguntou a Lleu como ele poderia ser assassinado, ele contou a ela.
Ela então contou a seu amante, o deus da caça, que a matou. Entretanto, os tios de Lleu fizeram com que ressuscitasse. Lleu, por sua vez, matou seu ríval. Gwydion transformou Blodeuwedd em uma coruja, um pássaro que prefere a noite e caça à luz do luar.
A coruja, uma criatura também ligada a Atena e outras deusas lunares, simboliza a sabedoria e os mistérios da Lua. Voar ao Luar significa compreender e utilizar os poderes da Lua.
(Continua na parte 3)
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às [1:23 AM]
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[Quarta-feira, Abril 25, 2007]
Mitologia Celta -Primeira Parte:
De modo geral, o termo celta aplica-se aos povos que viveram na Grã-Bretanha e na Europa Ocidental entre 500 a.e.C. e 400 d.e.C.. Eram civilizações da Idade do Ferro, habitantes sobretudo de pequenas aldeias lideradas por chefes guerreiros.
Os celtas da Europa continental não deixaram registo escrito, mas conhecemos seus deuses através dos conquistadores romanos, que estabeleceram elos entre muitas dessas divindades e seus próprios deuses. Por exemplo, o deus do trovão Taranis era o equivalente do Júpiter romano, e várias outras divindades locais eram equiparadas a Marte, Mercúrio e Apolo.
Os povos do País de Gales e da Irlanda também deixaram uma mitologia muito rica e muitas de suas lendas foram escritas durante a Idade Média. A Mitologia Celta pode ser dividida em três subgrupos principais de crenças relacionadas.
* Goidélica - irlandesa e escocesa
* Britânica Insular - galesa e da Cornualha
* Britânica Continental - Europa continental
É importante manter em mente que a cultura celta (e suas religiões) não são tão contiguas ou homogêneas quanto foram a cultura romana ou grega, por exemplo. Nossos conhecimentos atuais determinam que cada tribo ao longo da vasta área de influência céltica tinha suas próprias divindades. Dos mais de trezentos deuses celtas, poucos efetivamente eram adorados em comum.
Os celtas adoravam um grande número de deuses dos quais sabemos pouco mais que os nomes. Entre eles deusas da natureza como Tailtiu e Macha, e Epona, deusa dos cavalos. Figuras masculinas incluiam deuses associados a uma enorme variedade de coisas, como Goibiniu, o fabricante de cerveja. Havia também Tan Hill, a divindade do Fogo.
Cernunnos (também chamado de Slough Feg, ou na forma latinizada Cornífero) é comprovadamente um dos mitos mais antigos mas do qual muito pouco se sabe. O escritor romano Lucano fez várias menções a deuses celtas como Taranis, Teutates e Esus que, curiosamente, não parecem ter sido amplamente adorados ou relevantes.
Vários deuses eram formas variantes de outros. A deusa galo-romana Epona parece ser uma variante da deusa Rhiannon, adorada em Gales, ou ainda Macha, adorada na região do Ulster. Povos politeístas raramente se importam em manter seus panteões da forma organizada em que os pesquisadores gostariam de encontrar.

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às [10:35 PM]
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[Domingo, Abril 22, 2007]
Que possamos honrar:
O povo de pedras
O povo em pé
O povo planta
Os quatro patas
O povo que voa
O povo inseto
O povo que rasteja
O povo pequenino
O povo das águas
Os nossos animais domésticos...
Pois, A alma dorme na pedra,
Sonha no vegetal,
Agita-se no animal,
Toma consciência no Homen
Saibamos então, que não estamos separados.
Tudo está interligado...
Gratidão ,Gratidão, Gratidão
- Léon Denis -
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Destaque da semana:

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às [6:13 PM]
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[Sexta-feira, Abril 20, 2007]
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[Segunda-feira, Abril 16, 2007]
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[Quinta-feira, Abril 12, 2007]
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[Quarta-feira, Abril 11, 2007]
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LEIAM ESTE COMENTÀRIO:
Nosso planeta ameaçado
(Roger N. Walsh - 16/10/2006 )
Não é segredo nenhum que estamos num momento de imensas oportunidades e riscos enormes. Embora tenhamos recursos para criar um verdadeiro Céu na Terra, parecemos apenas estar criando um verdadeiro inferno.
Os números são conhecidos, mas não menos aterradores. Nossa população está explodindo, aliás duplicando-se a cada quarenta anos. Nosso meio ambiente está sendo destruído por lepras químicas emanadas da população urbana, da chuva ácida, da destruição da camada de ozônio, do dióxido de carbono e da população tóxica. Nossas florestas estão desaparecendo e os desertos aumentando.
Perto de vinte milhões de pessoas, a cada ano, morrem devagar, sofrendo dores, e desnecessariamente de fome, e mais de setecentos milhões são subnutridos.
Como se não bastasse, pairando como uma nuvem agourenta acima disso tudo, está a ameaça nuclear, que representa a possível eliminação não de culturas e indivíduos apenas, mas de toda a civilização. As ogivas nucleares atuais podem conter poder explosivo equivalente a 20 bilhões de toneladas de TNT, o que é suficiente para lotar um trem e seus vagões enfileirados por quase 7 milhões de km. Esse trem daria a volta na Terra cento e sessenta vezes ou iria até a lua e voltaria oito vezes.
Mesmo que essa armas continuem inativas, ainda sim causam morte e sofrimentos indizíveis. Todos os anos, o mundo gasta mais de US$ 1 trilhão em armamento. Contudo, a Comissão Presidencial Sobre a Fome no Mundo estimou que custaria apenas US$ 6 bilhões por ano para erradicar a fome e a destruição do planeta, numa quantidade equivalente menor do que os gastos com três dias de armamentos. Não é de espantar que o Papa Paulo IV tenha deplorado como a corrida armamentista mata, sejam as armas usadas ou não.
Portanto, estamos diante de uma momento decisivo da história humana, em que há possibilidades incontáveis de um lado, e sofrimento interminável, de outro. Em nenhum outro ponto da história humana, tivemos maiores oportunidades e riscos.
É também notável em nossa era, além do alcance inacreditável e da urgência absoluta de nossos problemas, que pela primeira vez, em milhões de anos de evolução, todas as grandes ameaças à nossa sobrevivência são causadas pelas pessoas.
Problema de ausência de alimentos, poluição e armas nucleares decorrem diretamente de nosso próprio comportamento e de medos, esperanças, fobias e fantasias, desejos e delírios que dão força a tais comportamentos. O estado do mundo, em outras palavras, reflete o estado de nossas mentes. Os conflitos que nos rodeiam reflete os conflitos que temos dentro de nós; a insanidade que existe ali adiante é um reflexo em espelho da insanidade que existe em nós.
O que isso significa é que as atuais ameaças humanas e ao bem estar dos indivíduos são na realidade sintomas de nosso estado mental coletivo e individual.
Para compreendermos e corrigirmos a condição do mundo, devemos entender melhor a fonte tanto de nossos problemas, como das soluções : nós mesmos. Como disse o senador W.F. " Só com base num entendimento de nossa conduta é que podemos ter esperança de controlá-la de maneira de maneira a assegurar a sobrevivência da raça humana " . Nada disso pretende negar a importância das forças sociais, militares e econômicas. Pelo contrário, pretende salientar raízes psicológicas que a sustentam e que em geral, não são sequer mencionadas.
Essas raízes psicológicas estão se tornando cada vez mais compreendidas e está em andamento a realização de um trabalho destinado a criar uma psicologia da sobrevivência humana. Já foram identificados muitos fatores psicológicos e alguns deles relacionam-se diretamente ao xamanismo e à sua visão de mundo. Entre eles, estão nosso relacionamento interpessoal, nossa relação com a Terra e com as formas de vida que nela existem.
A visão predominante, no Ocidente, tem sustentado - pelo menos uma perspectiva sutil - que o mundo e tudo o que nele existe serve para nos beneficiar. A Terra em geral tem sido considerada um imóvel inanimado disponível para para nossas iniciativas de espoliação.
Quantas às formas de vida existentes , presume-se, normalmente, que como diz o Gênesis " temos domínio sobre os peixes do mar, os pássaros do ar e todas as outras coisas vivas que se movem na superfície da Terra". Em resumo, vemo-nos como seres separados e superiores a tudo o que está dentro e fora da Terra, e temos abusado dessa perspectiva para justificar a destruição de tudo o que se interpuser em nosso caminho.
Consideramo-nos também seres separados uns dos outros. Embora possamos nos comunicar com todos, relacionarmos, e até mesmo, amarmos, em última instância vivemos e morremos sós. Salientamos a nossa distância em relação aos outros mais do que o nosso elo de ligação com eles, nossa independência mais do que nossa interdependência.
Esta visão de vida coloca poucos obstáculos à nossa agressividade.
Apesar disso, através de toda a história, muitas pessoas consideraram que essa sensação de separação é a causa do medo e do sofrimento humanos. " Onde quer que existe o outro, existe o medo " proferiu o antigo texto Upanixades indiano, enquanto em nosso próprio tempo o existencialista J.P. Sartre resumiu uma visão semelhante dizendo " o inferno é o outro ".
Como é diferente desse quadro a visão xamanista do mundo. Para o xamã tudo é Sagrado e vivo, tudo está ligado a tudo e depende de tudo o mais, numa rede de interdependências, em que todas as criaturas fazem parte da grande teia da vida que mantém a harmonia entre todas as coisas. Para o xamã, como para o Chefe Seattle , "todas as coisas estão unidas como o sangue que une uma família". Essa visão de Mundo sagrada e holística parece ser estimulada pelas vivências xamânicas.
Michael Harner afirma:
"As experiências que decorrem do xamanismo tendem a incentivar um grande respeito pelo Universo, baseado numa sensação de união, de integração, com todas as formas de vida. Ao entrar em harmonia, a pessoa tem muito mais poder disponível para ajudar os outros, porque a harmonia com o Universo é de onde vem o verdadeiro poder. Então, a pessoa terá muita chance de levar uma vida que privilegie o amor em lugar do ódio, e que promova a compreensão e o otimismo".
Nota: (Texto do livro The Spirit of Shamanism - Roger N. Walsh)
Por
às [2:39 AM]
O Efeito Estufa é o Motivo:
O Ciclo do CO2
Inicialmente, esse aumento de temperatura era causado pela destruição das florestas e pela liberação do carbono na atmosfera. Nos últimos 50 anos, a causa dominante tem sido a queima de combustíveis fósseis à base de carbono, como o carvão e petróleo.
Até metade das emissões de carbono podem ser reabsorvidas pelos oceanos e pelas plantas, que crescem rapidamente no ar cheio de dióxido de carbono (CO2). Mas há uma acumulação gradativa que causa um aumento anual em torno de 0,4% na concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Desse 1800, a concentração deste gás pulou de 270 partes por milhão (ppm) para 370 ppm, o mais alto nível dos últimos 20 anos.
O Potente Metano
O segundo gás estufa mais significativo, liberado pela atividade humana, é o metano, 20 vezes mais potente do que o dióxido de carbono. É produzido pela ação de certas bactérias, que se desenvolvem em associação com os seres humanos. Essas bactérias são encontradas, por exemplo, nas entranhas de animais ruminantes, em aterros e em arrozais. Gasodutos e minas de carvão também liberam metano antes aprisionado no subsolo. Outra fonte importante é a vegetação apodrecendo em locais de água estagnada. Estudo recente sugere que esses locais podem ser responsáveis por 1/5 de toda a emissão de metano no planeta, que provoca 7% do aquecimento global. A concentração do gás é a mais alta em 420 mil anos.
A Influência Humana
O homem gera outros gases estufa que influem no aquecimento global, ainda que em menor escala. São eles o óxido nitroso e o ozônio, também produzidos pela natureza, e os clorofluorcarbonetos (CFCs), compostos feitos só pelo homem. Os CFCs foram abandonados em larga escala nos últimos 15 anos para proteger a camada de ozônio. Mas alguns de seus substitutos, como os hidrofluorcarbonetos, os perfluorcarbonetos e os hexafluorestos de enxofre, usados em refrigeradores e outros equipamentos, também colaboram com o aquecimento global - juntos, produzem 3% da contribuição européia.
Conclusões
Neste século, só a duplicação da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera pode aumentar a temperatura global em 1º C. Mas os cientistas temem que essa elevação seja maior devido há uma série de complexos efeitos de ação e reação decorrentes deste aumento de CO2. Assim ninguém pode prever com precisão mais projeções do comitê intergovernamental sobre a mudança climática sugere que a temperatura media global neste século pode subir entre 1,4 e 5,8º C.
Quais os Efeitos Disto?
A intensificação do efeito estufa ameaça tornar o mundo um lugar mais desconfortável. Os detalhes de como irá influenciar o clima, no entanto, permanecem pouco claros. Especialmente por causa dos feedbacks positivos imprevisíveis causados pelo degelo, pelo aumento do vapor de água e pelas mudanças na temperaturas dos oceanos, que podem acelerar a mancha do aquecimento. Uma atmosfera mais quente será também mais dinâmica, com maior intensidade nas tempestades, nas secas, no vento e na chuva. Regiões úmidas se tornarão mais úmidas ; áreas secas, ainda mais secas. O El Niño e as monções asiáticas (ventos fortes do sudeste da Ásia) deverão ser mais violentos. Áreas já afetados pela fome terão menos alimentos, enquanto terras ricas produzirão mais. Alguns ecossistemas migrarão com o clima, enquanto muitos morrerão. Recifes de coral, mangues, florestas tropicais e picos alpinos desaparecerão. O mundo terá de conviver com uma multidão de vítimas das tragédias climáticas, das epidemias e da escassez de água.
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Deparamo-nos com um grave assunto que há décadas nos preocupa e que recebeu atenção ainda maior nos anos recentes e mais ainda nos últimos meses: o aquecimento global, o efeito estufa e o Protocolo de Kyoto. Sabemos que os Estados Unidos se recusam a assinar o acordo, por alegarem que a implementação de mecanismos de controle de poluentes em suas indústrias
gerariam gastos elevados, o que supostamente provocariam demissões e conseqüente aumento do desemprego. Sabemos que o próprio Brasil também tem uma significativa parcela de contribuição na emissão de gases que provocam o efeito estufa,
e que também vários países do mundo, como a China, igualmente precisam adotar medidas urgentes de controle de emissão dos gases.
Nós, ecologistas brasileiros, devemos pressionar os governos brasileiro, americano e de outros países a adotar as medidas urgentes. Imagino que estimular maciça divulgação nos meios de comunicação, sobre a gravidade do tema, poderia vir a ser uma maneira de fomentar a consciência e o forte apoio popular para exercer esta pressão. Organização de passeatas ou manifestações públicas de grande porte nas maiores cidades brasileiras captariam a atenção dos jornalistas locais e correspondentes estrangeiros nelas residentes; as reportagens incentivariam habitantes de outras cidades do mundo a também se manifestarem em larga escala.
Podemos buscar aliados (políticos, intelectuais, empresários, artistas) nos Estados Unidos, para pressionar o Governo e o Congresso americanos, e preparar caminho a fim de que em sua próxima eleição presidencial vença um candidato
comprometido com uma atitude firme que solucione o grave problema. Nos E.U.A. existem várias pessoas conscientes que já vêm adotando práticas de controle dos poluentes, com é o caso de alguns empresários dirigentes de indústrias. Mas o número destes empresários ainda é insuficiente. Um próximo presidente consciente da urgência da questão finalmente levaria seu país a se unirem a governos, indústrias, instituições e uma boa parcela da população mundiais numa nova e moderna postura de responsabilidade para com o planeta, que é de todos. Os aliados apontariam caminhos e soluções para se evitar o suposto risco de demissões nas indústrias norte-americanas, decorrentes dos gastos com os mecanismos de controle.
Após semanas em que a imprensa mundial noticiou a reunião de cientistas os quais elaboraram novo relatório sobre a (antiga) gravidade do problema, o assunto corre o comum risco de se esfriar nos meios de comunicação, reduzindo muito a conscientização da maioria das pessoas do planeta. Por isto existe a urgência de se prolongar e tornar constante o fomento desta consciência.
No exato instante em que escrevo estas palavras, tempestades e ventanias surpreendentes desabrigam pessoas em diferentes áreas do planeta, centímetros de gelo das calotas polares estão se derretendo e o calor massacra milhões de pessoas. Escrevo estas palavras porque sou parte do planeta, e precisocuidar dele, e estimular que muitas outras pessoas também cuidem. Apesar
do poderio econômico que deixa o governo americano à vontade para adotar práticas que garantam seus interesses ao redor do mundo, ele não é dono deste. Os integrantes do atual governo americano deveriam abrir os olhos e prever que seus próprios filhos e netos também sofrerão as conseqüências do aquecimento global, durante o século 21 e já no século 22.
Companheiros ecologistas, a militância verde está em seus momentos maioresde entrega e dedicação.
Flávio Güttler.
Por
às [1:12 PM]
EU PROPONHO QUE PENSEMOS SERIAMENTE À RESPEITO DO QUE ESTÁ ACONTECENDO COM NOSSO PLANETA:O AQUECIMENTO GLOBAL.
O QUE VAMOS DEIXAR COMO "HERANÇA" PARA NOSSOS FILHOS E NETOS NOS PRÓXIMOS 10,20,30,50 ANOS ?
O QUE CADA UM DE NÓS PODERIA FAZER PARA MOVER AS AUTORIDADES MUNDIAIS A TOMAR AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS ANTES QUE SEJA MUITO TARDE?O QUE CADA UM DE NÓS PODE FAZER NO SEU DIA A DIA PARA AJUDAR?
ABRO A DISCUSSÃO:AGUARDO COMENTÁRIOS E SUGESTÕES QUE POSTAREI AQUI NO BLOG.AFINAL SER BRUXA E TAMBÉM SER PREOCUPADA E ATIVA COM RELAÇÃO A QUESTÃO DO AMBIENTE.
É NOSSO DEVER CUIDAR DA "MÃE TERRA",NOSSO BERÇO,NOSSO LAR,DE ONDE RETIRAMOS NOSSAS FONTES DE VIDA ...
AGRADEÇO A QUEM DESEJAR COMENTAR E DIZER O QUE PENSA!
BLESSED BE!
Por
às [7:34 PM]
CARTA DA TERRA:
No dia 14 de março de 2000 na Unesco em Paris foi aprovada depois de 8 anos de discussões em todos os continentes, envolvendo 46 paises e mais de cem mil pessoas, desde escolas primárias, esquimós, indígenas da Austrália,do Canadá e do Brasil, entidades da sociedade civil, até grandes centros de pesquisa, universidades e empresas e religiões a Carta da Terra. Ela deverá ser apresentada e assumida pela ONU, após aprofundada discussão, com o mesmo valor da Declaração dos Direitos Humanos. Por ela poder-se-ão agarrar os agressores da dignidade da Terra, os Pinochets antiecológicos em qualquer parte do mundo e levá-los aos tribunais.
Na Comissão de Redação estavam Mikhail Gorbachev, Maurice Strong, Steven Rockfeller, Mercedes Sosa, Leonardo Boff e outros. Aqui segue a Carta para ser discutida nas comunidades e em todos os âmbitos. Seu texto pode ser encontrado na internet: www.cartadaterra.org ou www.earthcharter.og
A CARTA DA TERRA
Preâmbulo
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, temos que reconhecer que no meio da uma magnifica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa ressponsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
A Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano é primariamente ser mais, não, ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia para abastecer a todos e reducir nossos impactos ao meio ambiente. O aparecimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios, ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluçoes includentes.
Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos ao mesmo tempo cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual, a dimensão local e global estão ligadas. Cada um comparte responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem estar da família humana e do grande mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo presente da vida, e com humildade considerando o lugar que ocupa o ser humano na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à emergente comunidade mundial. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas de negócios, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.
PRINCíPIOS:
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a.
Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente do uso humano.
b.
Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a.
Aceitar que com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger o direito das pessoas.
b.
Afirmar que, o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder comporta responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a.
Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e dar a cada a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b.
Promover a justiça econômica propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a.
Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração com referência ao meio ambiente é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b.
Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem, a longo termo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a.
Adotar planos e regulações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação integral sejam parte de todas as iniciativas de desenvolvimento
b.
Estabelecer e proteger uma natureza viável e as reservas da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de apoio à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c.
Promover a recuperação de espécies e ecosisstemas em perigo.
d.
Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às especies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e.
Manejar o uso de recursos renováveis como a água, solo, produtos florestais e a vida marinha com maneiras que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecosistemas.
f.
Manejar a extração e uso de recursos não renováveis como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminua a exaustão e não cause sério dano ambiental.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e quando o conhecimento for limitado, tomar o caminho da prudência.
a.
Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica seja incompleta ou não conclusiva.
b.
Impôr o ônus da prova àqueles que afirmam que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c.
Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo termo, indiretas e de longa distância.
d.
Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de sustâncias readioativas, tóxicas ou perigosas.
e.
Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a.
Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b.
Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e confiar-se de forma crescente nos recursos energéticos renováveis como a energia solar e o vento.
c.
Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência equitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d.
Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e permitir aos consumidores identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e.
Garantir acesso universal ao cuidado sanitário que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f.
Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e o suficiente material num mundo finito.
8. Aprofundar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e uma ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a.
Apoiar o cooperação científica e técnica internacional com respeito à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b.
Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c.
Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social, econômico e ambiental.
a.
Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e à higiene segura, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b.
Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e dar seguro médico e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se a si mesmos.
c.
Reconhecer o não instruido, proteger o vulnerável, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades econômicas e instituições em todos os níveis promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
a.
Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro e entre nações.
b.
Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e aliviar as dívidas internacionais onerosas.
c.
Garantir que todas as transações comerciais apoiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas laborais progressistas.
d.
Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício da população e responsabilizá-las pelas consequências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, ao cuidado da saúde e às oportunidades econômicas.
a.
Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com a violência contra elas.
b.
Estabelecer a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiros plenos e paritários, formadores de opinião, líderes e beneficiários.
c.
Reforçar as famílias e garantir a seguridade e a amorosa criação de todos os membros da família.
12. Apoiar, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, dando especial atenção aos povos indígenas e minorias.
a.
Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas na raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, ética ou social.
b.
Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c.
Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os para comprir seu papel essencial na criaçao de sociedades sutentaveis.
d.
Proteger e restaurar lugares notaveis, de significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Reforçar as instituições democráticas em todos os niveis e garantir-lhes transparência e credibilidade no exercício do governo, a participação inclusiva na tomada de decisões e no acesso à justiça.
a.
Garantir o direito a todas as pessoas de receber informação clara e em tempo hábil sobre assuntos ambientais e desenvolvimento de todos os planos e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tivessem interesse.
b.
Apoiar sociedades locais, regionais e globais e promover a participação ativa de todos os indivíduos e organizações na toma de decisões.
c.
Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d.
Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo mediação e retificação dos danos ambientais e da ameaça de tais danos.
e.
Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f.
Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus própios ambientes e definir responsabilidades ambientais a nível governamental onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar na educação formal e aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a.
Oferecer a todos, especialmente a crianças e a jovens, oportunidades educativas que os empodere a contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b.
Promover a contribuição das artes e humanidades assim como das ciências na educação sustentável.
c.
Maximizar o papel dos meios de comunicação de massas no sentido de aumentar a conscientização dos desafios ecológicos e sociais.
d.
Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.
15.Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a.
Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e diminuir seus sofrimentos.
b.
Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento externo, prolongado o evitável.
c.
Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies ameaçadas.
16.Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a.
Estimular e apoiar os entendimentos mútuos, a soliedariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro e entre nações.
b.
Implementar estratégias combinadas para prevenir conflitos violentos e animar a colaboração de todos para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c.
Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d.
Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição de massa.
e.
Afirmar que o uso de espaços orbitais e exteriores apoiam a proteção ambiental e a paz.
f.
Reconhecer que a paz é a integridade criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com o grande Todo do qual somos parte.
Como continuar
Como nunca antes na história o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que comprometer-nos a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de de um modo de vida sustentavel a nivel local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender da continuada busca de verdade e de sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituiçoes educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresa é essencial para uma governabilidade efetiva .
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra junto com um instrumento legal vinculante com referência ao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida luta pela justiça e pela paz e pela alegre celebração da vida.
BLESSED BE!
Por
às [1:00 AM]
Éticas das Bruxas:
A Bruxaria, por não ser uma prática unificada, não possui leis próprias como algumas religiões, por exemplo, mas as Bruxas reconhecem um certo código de ética entre si, que não é secreto, e sim bastante dedutivo, à medida que você começa a lidar com a Magia.
Obviamente a Magia em si possui algumas leis, que não passam de leis da própria Natureza. Há a célebre frase: "Não há nada que a ciência tenha dito que eu não tenha visto como Bruxa", e é verdade. Nossas leis são as leis naturais.
No entanto, a partir desse princípio, ao lidar com a Magia deparamos com certas questões que nos fazem cair num dilema moral: Feitiço de amor é válido? Até onde vai o conceito de livre-arbítrio? Qual o limite entre ajuda astral e intervenção desnecessária? Abrimos este espaço então para discutir todos esses fatores.
O que é o Livre-Arbítrio?
Entende-se por livre-arbítrio a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho. Assim, se uma pessoa faz algo que você não gosta, você tende a respeitá-la, já que respeita seu livre-arbítrio. Não mandamos nas pessoas; não as manipulamos. Manipular alguém é interferir no livre-arbítrio.
Quando influenciamos alguém a tomar determinadas atitudes, o conceito do livre-arbítrio pode ficar confuso. Dar conselhos significa interferir no livre-arbítrio da pessoa? Ou seria intervenção apenas uma insistência psicológica com intenções nem tão louváveis?
Vamos dar um exemplo dentro de nossas práticas. Suponhamos que Mariazinha é apaixonada por Zezinho. Acontece que Zezinho já gosta de outra pessoa. Mariazinha tem duas opções: ela pode fazer um ritual para atrair amor para sua vida (geral) ou pode fazer um ritual pedindo que Zezinho goste dela (específico).
No segundo caso, ela está interferindo no livre-arbítrio daquela pessoa. No primeiro, ao pedir que o amor venha à sua vida na forma de um namorado, Mariazinha move as energias à sua volta para possibilitar novos encontros e oportunidades. Quem sabe com o próprio Zezinho, se as condições forem favoráveis. Mas, no segundo caso, ela direcionou a sua energia para ele, especificamente, pedindo que ele gostasse dela. Ela interferiu em seu livre-arbítrio. Seu feitiço provavelmente deve funcionar, mas aí entramos com a questão: isso foi certo?
O certo e o errado
Como definir o que é certo e o que é errado na Bruxaria? Como definir o que é certo e o que é errado em nosssa vidas?
Temos algo chamado consciência. Outra coisa chamada responsabilidade. Respeitar o livre-arbítrio não é uma "lei" da Bruxaria, mas é um código ético que a maioria das Bruxas respeita. Não há de fato como saber exatamente o que é certo e o que pode ser errado, mas temos certos parâmetros pessoais que moldam nossas atitudes. Certamente você deve estar achando a atitude de Mariazinha errada, quando ela faz um feitiço para conquistar Zezinho. De alguma forma, você sabe que interferir no livre-arbítrio das pessoas pode não ser o mais correto.
Entremos então em outro caso. Suponhamos que a avó de uma Bruxa esteja muito doente. A velhinha já está quase no fim da vida, mas sua neta a ama muito e quer o seu bem. Dessa forma, ela (a bruxa) realiza um ritual de cura com o objetivo de fazer a sua avó sobreviver ao seu tratamento. Consegue. Porém, alguns dias depois a sua avó vem em sonho e pede-lhe que a deixe morrer, pois já está cansada demais da vida e deseja descansar.
Esse é apenas um dos infinitos exemplos de como a Magia usada de forma "certa" pode acabar sendo "errada". A bruxa queria apenas o bem para a sua avó, mas interferiu em seu livre-arbítrio para escolher se era isso mesmo o que ela queria. De toda essa discussão, a única conclusão que podemos tirar é que o conceito de bem ou mal é relativo e que o respeito ao livre-arbítrio é uma das ferramentas mais importantes da ética das bruxas.
Como saber que atitude tomar?
Você pode estar passando por uma situação semelhante. Se não passou ou está passando, provavelmente ainda irá passar muitas vezes. As indecisões com relação à intervenção (ou não) na vida das pessoas sempre nos fazem pensar. E está certo. Devemos realmente ponderar muito antes de realizar um feitiço, pois este só será realizado se as intenções forem verdadeiramente fortes.
Há diversas maneiras de se tomar uma decisão a esse respeito. A mais óbvia, claro, é confiar na intuição. Mas muitas vezes acabamos nos envolvendo tanto no problema que já não sabemos se a nossa intuição está sendo influenciada por nossos sentimentos. De qualquer forma, é sempre preferível confiar nela que em qualquer outra coisa.
Outra atitude que você pode tomar é a consulta aos oráculos. Se você costuma lidar com eles, podem ser de grande ajuda nessa hora. Deite as cartas, lance as runas, pergunte ao pêndulo, observe a água e o fogo. Cada um tem o seu oráculo preferido, que se dá melhor. Jamais se esquecendo de que a intuição não está nunca separada da interpretação dos mesmos.
O que o código de ética silencioso das bruxas diz: Não é proibido interferir no livre-arbítrio das pessoas, mas lembre-se de que, ao fazer isso, você terá tudo de volta três vezes maior. Pense bem no que vai fazer. Ninguém vai lhe dizer o que é certo ou errado, mas você deve ter responsabilidade e desejar sempre o melhor para todas as pessoas, inclusive você mesma(o).
BLESSED BE!
Por
às [5:05 PM]
Márcia no inicio foi a musica k voçê pos igual á minha eu mudei..agora até as tochas vç pôs igual??Eu tento sempre ser original e não copiar ng ..Toda gente deveria pensar assim vç não axa???desculpa mas tou sendo sincera..não tenho nada contra vç mas fikei triste pois no outro dia até comentei com uma amiga k ainda ng tinha copiado as minhas tochas..e afinal..enganei me
gui | Homepage | 04.10.07 - 8:00 am |
ME ENTRISTECE ESTE APEGO E FALTA DE DISCERNIMENTO EM COMPARTILHAR AS COISAS...MINHA CONDUTA ÉTICA WICCANA ME FAZ AO CONTRÁRIO DEIXAR QUE UTILIZEM MINHAS IMAGENS E ETC COMO QUISEREM...
MEU BLOG EXISTE DESDE 08/01/2002 E EU JÁ HAVIA USADO A MÚSICA COM UM LAY OUT DE 2004 COM A IMAGEM DA PRÓPRIA CANTORA LORENA MACKINETT...
Parte da imagem que usei no layout na época
QUANTO A TOCHA TAMBÉM JÁ HAVIA PEGO NO SITE "MAGIA GIFS"...
QUE PENA...AO INVÉS DE NOS PREOCUPARMOS EM LER OS POSTS E ASSIMILAR OS ENSINAMENTOS MÁGICOS,NOS PREOCUPARMOS COM COISAS TÃO PEQUENAS...
POR ISTO O MUNDO ESTÁ ASSIM:MATERIALISTA E LOTADO DE GUERRAS POR TOLICES...
AQUI USEM AS IMAGENS,A MÚSICA,TEXTOS,ETC QUE QUISEREM!É LIVRE!INCLUSIVE RECOLOQUEI O MENU ONDE TEM UM DE IMAGENS.
BLESSED BE ALL!
Ma)O(

Por
às [2:13 AM]