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Nome:Marcia
Psicóloga
Wiccana
Detesto falsidade!

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[Quinta-feira, Maio 31, 2007]


Achei este texto no Wicca Old Religion.Achei interessante já que hoje temos o "fenômeno da Lua Azul".

LUA AZUL:
Ao deparar-me diante de muitos relatos e dúvidas sobre a ¿famosa Lua Azul¿, estou aqui, escrevendo para acabar com as dúvidas, e desmistificar esse assunto de uma vez por todas.

Seria a lua azul um fenômeno de poder?

Dizem ser a lua azul, a 2ª lua cheia que ocorre em um mês. Sim. A 2ª lua cheia do mês de um calendário Gregoriano, o qual não tem valor em magia.

Em magia, utilizamos o calendário lunar, um calendário que se leva em consideração, as 4 fases lunares astronômicas (mesmo que em magia, consideremos 5 fases, contanto com a Lua Negra): Nova, Crescente, Cheia e Minguante. Cada fase, dura em média 7 dias. Sendo assim, nosso ano é composto de 13 meses de 28 dias cada.

Ou seja, Lua azul não existe, pois seria IMPOSSÍVEL haver a repetição de uma fase dentro desse período. Não existe fenômeno. Um calendário que não leva em consideração os aspectos lunares, sempre haverá repetição de fases. Será que isso deve ser considerado fenômeno? Logicamente não. Durante o ano, todo mês sempre temos a repetição de alguma lua, seja minguante, cheia, nova ou crescente. Então não há fenômeno, isso é também natural. Se o calendário Gregoriano fosse de um mês de 60 dias poderíamos ter 3 luas cheias em um único mês. Fantástico? Não, apenas manipulação do homem para tal ocorrência. Sem nenhum tipo de valor mágico. A repetição acarretaria algum valor caso ocorresse sem interferência humana, uma interferência devido à contagem realizada no calendário Gregoriano.

De acordo com tal ocorrência, um misticismo desnecessário foi criado em volta do assunto, o que leva somente a um sensacionalismo que gera fluxo comercial.

Já deparei com pessoas que dissessem que é a 13ª Lua dos Druidas, pessoas que dizem seguir uma cultura Céltica.


Tais luas foram mencionadas como:

1a. Lua - Blood (Samonios) - Lua de sangue
2a. Lua - Snow (Dumannios) - Lua de Neve
3a. Lua - Oak (Riuros) - Lua de carvalho
4a. Lua - Wolf (Anagantios)- Lua de lobo
5a. Lua - Storm (Ogronios) - Lua de tempestade
6a. Lua - Chaste (Cutios) - Lua de pureza
7a. Lua - Seed (Giamonios) - Lua de semente
8a. Lua - Hare (Simivisonios) - Lua de Lebre
9a. Lua - Dyad (Equos) - Lua Dupla
10a. Lua - Mead (Elembiuos) - Lua de Mulso (hidromel)
11a. Lua - Wyrt (Edrinios) - Lua de Planta
12a. Lua - Barly (Cantlos) - Lua de cevada
13a. Lua - Blue (Ruis) - Lua azul


Então os Celtas comemoravam essas luas?

Bom, primeiramente, os Celtas não tinham um calendário fixo, guiavam-se pelo mês lunar e fluxos naturais. O inverno era o ponto de partida e de chegada. Onde o ano começava e terminava.

Agora respondendo a pergunta inicial, os Celtas não sabiam nem ao menos de tais definições, que vieram dos Índios norte-americanos, e não dos druidas. De certo, os Celtas não as comemoravam.


Antes de concluir, uma pequena curiosidade:

Se seguirmos o calendário gregoriano, depois de 184 anos, inverteríamos completamente os ciclos das estações! Por isso há a necessidade de Fevereiro ter 28 dias, e de existir ano bissexto!

Concluindo, a tão comentada lua azul, não é uma lua especial, não necessita de celebração fora dos padrões, pois como os calendários com mês de 30/31 dias não são válidos na magia.

Comemore seus Esbaths normalmente, pois o poder é o mesmo, siga os ciclos naturais e honre a Grande Mãe!

Espero ter ajudado a desmistificar esse assunto, ainda tão falado e comentado nos dias atuais.


Bênçãos dos antigos

Belenus Brigante


Por às [8:14 PM]


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[Domingo, Maio 27, 2007]


Olá! A Mõnica, do blog Lua e Estrela, lançou-me o desafio de escrever um Meme, que consiste na transmissão de idéia, imagem, conhecimento ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida a outras pessoas. Vou postar um texto do site vialuz.com.

CRIE SAÚDE, NÃO DOENÇA
Fazendo o que mais gosta ou exercícios muito simples, você pode melhorar o movimento da energia no seu corpo e ter mais saúde

Estar doente pode até ser comum, mas não é normal. O normal é ter saúde, disposição, bem estar, as funções orgânicas em ordem e equilíbrio. Saúde é consequência natural do perfeito fluxo de energia no corpo humano - a mesma energia que faz uma árvore nascer da semente, crescer, dar frutos e viver muitas décadas.

Se ter saúde é o natural, por que, então, ficamos doentes? "Porque algo bloqueia esse fluxo", diz o escritor inglês William Bloom, autor de livros que ensinam a compreender o princípio energético em diversos aspectos da vida. "Da mesma forma como represar um rio causa inundações, lama, água parada e mau-cheiro, obstruir o movimento da energia no corpo humano causa a doença".

O que bloqueia essa força que nos sustenta é algo tão "invisível" quanto ela mesma: os sentimentos. De acordo com Bloom, desde bebês, vamos experimentando situações que julgamos ameaçadoras para a nossa segurança ou contrárias à nossa vontade. Começamos a criar resistências emocionais para aquilo que não queremos ou tememos. "É como se construíssemos uma couraça para nos proteger, mas é justamente ela que acaba obstruindo a energia".

Para exemplificar como isso funciona, o escritor conta a história do próprio pai, que foi três vezes operado de câncer no cólon. "Ele era um intelectual agressivo, que impunha suas idéias às pessoas; de tanto irritar-se com o que considerava burrice dos outros, acabou adoecendo." Durante o tratamento, sentindo-se fragilizado e carente, parou de discutir. Assumiu um comportamento mais passivo e amoroso que amoleceu sua couraça.

"Meu pai então recuperou-se rapidamente, mas assim que ficou bom, voltou a ser agressivo", lembra. Como resultado, o câncer reapareceu. A história, que repetiu-se ainda duas vezes, deixa algumas lições. Primeira: a doença é uma maneira de o corpo avisar o dono que ele precisa, urgentemente, relaxar. Segunda: o princípio de toda cura é permitir que a energia flua. Terceira: a energia é, simplesmente, o amor.

É nessa linha de pensamento que William Bloom baseia sua prática para a manutenção da saúde. Ele fala que precisamos criar situações que possam derreter a nossa couraça, deixando-nos mais amorosos e receptivos. O ponto principal de sua receita é simples e bem atraente: fazer, todos os dias, alguma coisa que nos dê muito prazer.

Segundo o escritor, fazer o que se gosta é ser autêntico, é estar consciente de si mesmo, o que cria sentimentos de poder e de serenidade. Pode ser ouvir música, dançar, brincar com crianças, praticar algum esporte, acarinhar um cãozinho no colo. "No íntimo, todos sabemos o que nos dá prazer, não importa o que seja."

Quando nos dedicamos a algo assim e permitimos que as sensações agradáveis tomem conta da gente, duas coisas maravilhosas acontecem. "Uma é que o corpo produz endorfina, substância mil vezes mais poderosa do que o ópio e que é componente fundamental de qualquer cura", diz. "A outra é que, com o derretimento da couraça, abrimo-nos ao fluxo de energia do Universo".

Além de satisfeitos e felizes, a energia nos torna generosos e carinhosos com os outros, deixando-os também felizes. O efeito é altamente contagioso. Bloom afirma que, fazendo isso pelo menos uma vez ao dia, podemos ter muito mais saúde.

A simples lembrança do que nos dá prazer alivia o stress causado por situações de que não gostamos. Se uma pessoa que aprecia natureza tem um dia difícil no trabalho, por exemplo, basta isolar-se por alguns instantes, fechar os olhos e visualizar-se num parque. "A mente subconsciente não faz diferença entre o que é real ou imaginário; assim, a pessoa se acalma", ensina Bloom.

Cuide bem de você
Este é um conjunto práticas muito simples para manter-se saudável. Por meio delas, assegura William Bloom, cultivamos a consciência de que somos cercados por boas vibrações e nos abrimos à benevolente energia de Deus.

1. Faça uma lista de pessoas, lugares e atividades que você ama. Mantenha imagens ou fotos deles por perto - no trabalho, em casa, no carro.

2. Todos os dias, dedique-se a alguma coisa que lhe dê muito prazer. Fazê-lo, nem que seja por um minuto, é melhor do que nada.

3. Liste as memórias que lhe deixam feliz. Quando estiver baixo-astral, feche seus olhos e reviva essas situações. Deixe-se envolver pelas emoções elas evocam.

4. Ao andar pela cidade, mesmo que o trânsito esteja ruim, lembre-se que além dos prédios e ruas há montanhas, florestas e rios; que o amor da Natureza está por toda parte. Permita que essa energia confortante o envolva.

5. Antes de dormir e ao levantar-se, focalize a atenção no seu corpo. Agradeça amorosamente pelo serviço que ele lhe presta. Se ele tiver alguma tensão ou dor, toque-o e conforte-o.

6. Quando estiver cansado ou doente, proporcione repouso ao seu corpo. Lembre-se de todas as coisas boas que você tem e permita que a energia de cura o envolva.

7. Esforce-se para ser gentil. Ao irradiar energia positiva e amorosa, você permite que energia da mesma qualidade o abençoe.


Exercícios ajudam a desbloquear a energia e previnem doenças
A bioenergética - ciência que trata das relações entre a energia, o corpo e o emocional - é outra fonte de métodos simples para cuidar da saúde. A psicoterapeuta corporal Sandra Sofiatti aconselha, em primeiro lugar, a prestar muita atenção aos desconfortos físicos como dores, tensões musculares ou áreas de sensibilidade alterada: esses sintomas denunciam a existência de bloqueios de energia que, se não forem desfeitos, acabam provocando doenças.

"Além de fazer exercícios para aliviar as tensões do corpo, é importante que a pessoa descubra o sentimento que está causando aquilo", recomenda Sandra, como medida preventiva. Situações mais graves, porém, precisam ser tratadas por um terapeuta bioenergético, que ajuda o paciente a encontrar a causa emocional de seu problema e a tratá-la, trabalhando com o corpo para reestabelecer o equilíbrio energético.

Para facilitar o movimento da energia pelo corpo, que corre em dois sentidos (de cima para baixo e de baixo para cima, paralelamente à coluna) faça o seguinte:

- Arquear o corpo para a frente e para trás por alguns minutos, ao acordar e ao deitar. O primeiro facilita a subida da energia; o segundo favorece a descida.

- Caminhar descalço pela casa, num parque ou praia. Mantenha a atenção na sensação dos pés, que sustentam seu corpo e colocam você em contato com a Terra. Esse contato reforça o sentimento de autonomia, de segurança e de força pessoal.

- Esfregar os pés e as pernas com bucha de crina durante o banho, ou com as próprias mãos, a qualquer momento do dia.

Para dissolver o bloqueio energético em qualquer parte do corpo, você pode fazer um destes exercícios:

- Contrair ao máximo a musculatura da região afetada e depois soltar. Repetir uma vez.

- Movimentar as articulações ósseas nas várias direções, como se as estivesse "desenferrujando"

- Tocar ou massagear o local com as mãos

- Fazer alongamento da musculatura

- Movimentar-se da forma que quiser, deixando o próprio corpo se expressar para livrar-se do incômodo.

Por Regina Giannetti

Repasso o desafio para:
-Zenzone
-Chama Violeta
-Ben
-Black Witch
-Magic Works



Por às [2:29 AM]


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[Sexta-feira, Maio 25, 2007]


A LENDA DE MORGANA DE AVALON:
Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna.
Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, freqüentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.
Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.
Morgana e Artur tiveram um filho fruto de um Matrimônio Sagrado entre a Deusa (Morgana encarna como Sacerdotisa) e o futuro rei.
O "Matrimônio Sagrado" era um ritual, no qual a vida sexual da mulher era dedicada à própria Deusa através de um ato de prostituição executado no templo. Essas práticas parecem, sob o ponto de vista da nossa experiência puritana, meramente licenciosas. Mas não podemos ignorar que elas faziam parte de uma religião, ou seja, eram um meio de adaptação ao reino interior ou espiritual


Por às [8:35 PM]


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[Segunda-feira, Maio 21, 2007]


DEUSA MACHA

A Deusa Macha foi adorada na Irlanda mesmo antes da chegada dos celtas. Ela é uma Deusa Tríplice associada com Morrigan a deusa da guerra e da morte. É ligada também a Dana no aspecto de fertilidade da mulher. Seu pai era o "Aed, o vermelho" e sua mãe era Ernmas (druida feminina).
Há diversas lendas que convergem à Deusa Macha. Às vezes ela aparece como sendo pertencente à raça de Thuatha De Danann, mas em outras surge como uma rainha mortal. Portanto, é normal a confusão à respeito do que realmente ela é.
Macha foi esposa de Nemed e consorte de Nuada; chamada de "Mulher do Sol". Ancestral do Galho Vermelho, é a Rainha da Irlanda, filha de Ernmas e neta de Net. Seu corpo é o de um atleta e seus símbolos são o cavalo e o corvo
Macha está presente no "Livro das Invasões" quanto nas lendas do Ciclo de Ulster. Esta deusa é uma deidade tipicamente celta, pois em dado momento ela parece ser suave e generosa, para em outro transformar-se em terrível mulher guerreira.
Em algumas fontes, Macha é citada como uma das três faces de Morrighan, a maravilhosa deusa da guerra, da morte e da sensualidade. No "Livro das Invasões", a seguinte frase descreve esta triplicidade;
"Badbh e Macha, grandes poderes.
Morrighan que espalha confusão, Guardiãs da Morte pela espada, Nobre filhas de Ernmas."
Nesse contexto, Macha é retratada como uma mulher alta e destacada, vestindo uma túnica vermelha e cabelos castanho-amarelados.
Estas três deusas esconderam o desembarque dos Thuatha de Dannan na Irlanda no início dos tempos. Elas fizeram o ar jorrar sangue e fogo sobre oa Fir Bolgs, aqueles que inicialmente se opuseram contra os Thuatha, e depois os forçaram a abrigá-los por três dias e três noites.
No "Livro Amarelo de Lecan", Macha é glosada como "um corvo, a terceira Morrighan".
Mas quem são as três Morrighan?
São:
Nemain - "frenesi", a que confunde as vítimas e espalha medo;
Morrighan - "Grande Rainha", a qual planeja o ataque e incita à valentia;
Macha - o corvo que se alimenta dos cadáveres em combate. Está também associada a troféus de batalha sangrentos, como as cabeças recolhidas dos inimigos, chamadas de "a Colheita de Macha". Esta sua ligação com a arte da batalha é reforçada nome das Mesred machae, os pilares das fortalezas, onde as cabeças dos guerreiros derrotados eram empaladas.
Macha é também a deusa que guia às almas ao além-mundo. Ela vive na terra dos mortos à oeste. Antes de sua ligação com à morte, ela representava a quintessência das fadas. É igualmente considerada uma deusa da água semelhante a Rhiannon e Protetora dos Eqüinos como Epona. Está ainda, associada à deusa do parto, especialmente se este for de gêmeos.
Macha, segundo conta uma das lendas, é uma Deusa que preferiu viver entre os mortais. Teve como seu primeiro marido o líder Nemed, que morreu em uma batalha, narrada no "Leabhar Gabhála" (O Livro das Conquistas),
Macha governou a Irlanda por um bom tempo sozinha, até unir-se ao seu segundo marido Cimbaeth, que foi quem construiu o forte real de "Emain Macha".
Mas foi com seu terceiro marido, Crunniuc que surgiu a lenda de sua maldição. A história inicia-se quando Crunniuc, um fazendeiro de Ulster fica viúvo e deseja uma nova esposa. Macha, uma senhora misteriosa, entra em sua casa, organiza seu lar, dá ordens aos seus criados, fazendo tudo para agradá-lo. À noite faz amor com ele, convertendo-se desta forma sua esposa.
Como deusa protetora dos eqüinos e apaixonada por seu marido, ela multiplicou-os de maneira assombrosa e passava as manhãs correndo e competindo com eles pelos prados. Neste período, Crunniuc prosperou como nunca, e recebeu o reconhecimento dos outros nobres da região. Aparentemente, a mulher, cujo nome ela o instruíra a jamais perguntar, trouxera-lhe boa fortuna. E, logo em seguida Macha fica grávida.
Chegou então a época em que, Crunniuc deveria assistir a um Festival Anual, dos quais todo mundo participava. Macha havia lhe pedido para não ir, advertindo-lhe que se falasse dela atrairia desgraça para os dois. Crunniuc não desistiu, entretanto prometera não dizer uma só palavra sobre seu relacionamento.
O próprio rei de Ulster, Conchobar, presidia os festejos. Num certo momento, para agradá-lo, alguém fez elogios aos seus cavalos, garantindo que não havia outros mais velozes em todo o mundo. Crunniuc, não conseguindo conter-se, afirmou que sua mulher corria mais rápido do que qualquer quadrúpede.
O rei com raiva mandou prendê-lo e exigiu uma comprovação de tais palavras. Sendo assim, forçam Macha a comparecer ao festival para competir com os cavalos do rei sob pena de matarem seu marido se ela resistisse. Ela protestou e apelou pedindo então que pelo menos o rei aguardasse o término de sua gestação para que tal feito fosse realizado.
Lembrou-lhes que todos tinham mãe e perguntou-lhes o que sentiriam se obrigassem a cada uma delas a uma prova semelhante em estado tão avançado de gravidez. Mas de nada adiantou seus lamentos, pois a maioria dos homens devido ao excesso de álcool lhes parecia muito atrativo aquele perigoso desafio.
Macha, não teve outro remédio a não ser aceitar a tal corrida. Trouxeram então os cavalos e teve início a competição, que teve um fim muito breve, pois ela alcançou a chegada rapidamente com uma vantagem folgada.
No entanto, no final, caiu ao solo gritando de dor e naquele mesmo instante deu à luz gêmeos. Neste instante todos se deram conta do que haviam feito, mas foram incapazes de moverem-se para ajudá-la. Foi quando ergue-se e anunciou que ela era a Macha e que seu nome seria conhecido para sempre naquele lugar e amaldiçoou todo o povo do Ulster, porque a piedade jamais morou no coração daqueles homens. A partir daquele dia, a vergonha e a desonra que lhe haviam provocado voltariam à eles multiplicadas e toda a vez que seu reino estivesse em perigo se sentiriam tão fracos como uma mulher ao dar à luz.
E assim a maldição se cumpriu. Somente as mulheres, as crianças e o Herói Cuchulainn, filho de Lug, o único imune à maldição, ficaram a salvo das palavras de Macha, que deveriam durar nove gerações.
Esta lenda surgiu na época em que o patriarcado começava a suplantar o matriarcado. Marcha , através deste mito nos mostra que era suprema, mágica e hábil, mas o mito indica que mesmo com todos estes atributos o Rei pode forçá-la a correr, demonstrando que a posição feminina já não era mais tão superior dentro da sociedade.
O período de fragilidade imposta pela deusa, só nos faz entender que o conhecimento feminino pode enfraquecer os homens. Este período imposto pela deusa, como forma de castigo, seria equivalente ao período menstrual de todas as mulheres.
Macha é símbolo da Soberania da Terra. Desrespeitar a terra é desrespeitar a natureza criadora de toda a Vida.
Tamanho poder desta deusa pode ser atestado pelo pequeno ritual que ela praticava ao deitar-se com Crunniuc. Ela antes, caminhava em círculo no sentido horário ao redor do quarto para afastar qualquer mal. A Rainha Maeve também, antes de qualquer batalha, realizava um movimento circular no sentido horário para proteger-se dos maus augúrios.
Esta prática mágica é realizada em diversas tradições pagãs. Inclusive em algumas capelas cristãs e nascentes sagradas, devem ser primeiro circuladas para depois se obter o direito ao ingresso.


Por às [11:34 PM]


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Recebi esta resposta da Emo:
Olá, querida!

Queira me desculpar, pois NÃO SABIA!
Vou contar o que aconteceu:

Uma menina me apareceu dizendo q tinha layouts para me dar. Eu estranhei, e perguntei de qm era, ela falou q ela tinha feito só q não sabia fazer html. Eu fiz, e perguntei o q eu colocaria de créditos, ela falou para só colocar os meus...

Confesso q estou chateada com o ocorrido e q as templates não estão mais disponíveis!

Bjokas
Rayquaza Sakura Katana | Homepage | 05.21.07 - 11:53 am |


QUEM QUISER PARECERIA EM QUALQUER COISA RELACIONADA A LAYOUTS PODE ME PEDIR!ACEITEI A DESCULPA DA EMO. GOSTARIA QUE SE ACASO ALGUÉM FEZ ESTAS CÓPIAS LER ISTO AQUI,ME PROCURE PARA RESOLVER NUMA BOA CERTO?

Por às [3:23 PM]


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ACHO MUITO DESAGRADÁVEL O QUE DESCOBRI sem querer indo visitar a Rosa Mistika.NESTE ENDEREÇO:http://bruxinha_emo.weblogger.terra.com.br/index.htm.A BRUXINHA EMO COPIOU MEUS LAYOUTS !!!NEM SE DEU AO TRABALHO DE TROCAR OS NOMES !!!POXA!EU SEMPRE ABRO MÃO DAS COISAS E DEIXO COPIAR...MAS PEGAR OS LAYS E COLOCAR COMO SEUS!!!AÍ JÁ É DEMAIS!!!SE QUISESSE UMA PARCERIA,ATÉ PODIA SER...MAS NÃO ISTO PORQUE É ROUBO!!!
LAMENTO INCLUSIVE PORQUE É UMA PESSOA QUE EU ADMIRAVA E ME SINTO TRAIDA!
QUEM QUISER CONFERIR É SÓ ENTRAR NOS LAYS MÍSTICOS DELA E NA MINHA PÁGINA DE LAYS NO MENU AO LADO.


Por às [1:32 AM]


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[Domingo, Maio 20, 2007]


DANA

Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.

Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança maetrial, a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.



O "Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpatia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.

Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".

Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.

É certo que Dana deveria ser considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".

Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.

Seu personagem foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia. Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".



É bem verdade que a associação das deusas à rios e mares não é estranha a tradição celta. A convicção de que o mar e a água deram origem à toda a vida, sobrevive em nossos próprios tempos. Mas nossa Danu amada teve um reflexo oposto, se Danu é representante das forças divinas da luz, então Domnu representa o frio, escuridão e o medo das profundidades desconhecidos dos oceanos. Domnu também é uma mãe, e a fundadora dos Fomóire, a tribo antiga de adversários que tentaram tomar o controle da lei e da ordem dos Tuatha Dé Dannan, de forma que caos podem reger a terra. O nome Domnu significa "terra" e é derivado do Céltico dubno. O sentido da etimologia é "profundo" ou "o que estende abaixo". Até mesmo o nome dos Fomóire significa "debaixo do mar". Estes Fomóire representam as forças de natureza selvagem, eles são ingovernáveis e ainda necessários ao equilíbrio certo da vida na terra.



Por às [10:39 PM]


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[Quarta-feira, Maio 16, 2007]


CERRIDWEN
Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.
Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia.
Deusa da lua, dos grãos, da natureza. A porca branca comedora de cadáveres representando a Lua. Associa-se a morte, a fertilidade, a inspiração, a astrologia, as ervas, os encantamentos, o conhecimento...
Conta-se que Cerridwen, com a bebida de seu caldeirão transformava um homem comum em um rei. Sua história vem do País de Gales medieval e se encontra escrita em "The Mabinogi (1977) de Patrick K. Ford. Cerridwen, viveu à margem de Llyn (lago), casada com Tegid Foel,com quem teve dois filhos. Um era belo, mas o outro muito feio, chamado de "Morfran" (grande corvo). Pensou então que o único remédio contra esta adversidade, seria torná-lo sábio. Para tanto, ela juntou ervas e fez para ele uma poção mágica. Demorou um ano e um dia para terminar a tal poção. Gwyon Bach, seu assistente estava encarregado de vigiar o fogo e a poção, mas foi advertido para não bebê-la. Entretanto, quando três gotas a poção saltaram do caldeirão, Gwyon empurra o filho de Cerridwen e as bebe. Instantaneamente, ele possuía a sabedoria do mundo, sabia até mesmo que Cerridwen tinha a intenção de matá-lo. Ele fugiu e ela foi atrás dele, no que se chamou de "Caçada Mágica".
Gwyon transformou-se em uma lebre e Cerridwen em um cão, transformou-se então em um salmão e ela em uma lontra. Por último transforma-se em um grão de trigo, mas a Deusa em corpo de uma galinha o come. Nove meses mais tarde Cerridwen deu à luz em Taliesin, o maior dos Trovadores Celtas. Depois de tê-lo em seu seio, não conseguiu mais matá-lo. Ela então o coloca dentro de um saco de pele e introduzindo-o dentro de uma pequena barca, que fica a deriva sobre as ondas.
Elphin, filho de um rico proprietário de terras, salvou o bebê e lhe deu o nome de Taliesin (semblante radiante). A criança reteve todo o conhecimento e sabedoria adquiridos pela poção e tornou-se um importante e talentoso Bardo.



Por às [7:33 PM]


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[Domingo, Maio 13, 2007]


À todas que geram vida
seja de seu ventre ou de seu coração...
Que a Deusa abençoe seus dias,
emanando com carinho
ondas de luz!




Por às [2:15 AM]


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[Sábado, Maio 12, 2007]

Convido à TODAS participarem do concurso:"Eterna Magia Contest".
Quem quiser se inscrever basta entrar na página do menu ao lado.



Blessd be!


Por às [12:56 AM]


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[Terça-feira, Maio 08, 2007]


Mitologia Celta 4
Deusa BLODEUWEEDD
Arianrhod, filha de Don, tinha dado à luz a gêmeos, Dylan e Lleu, que não queria reconhecer. Dylan se lança no mar e se afoga. O outro menino foi criado pelo seu tio Gwydyon, filho de Don, irmão de Arianrhod e provavelmente seu amante. Mas a mãe lançou um encantamento à criança: que mesmo que ele tivesse nome e armas, jamais teria uma esposa. Aquele foi o pior dos encantamentos, já que Gwydyon não sabia como resolver o impasse e, desesperado buscou a ajuda do seu tio e mago Math.
Blodeuwedd foi criada por magia através de nove flores, mediante pedido de Gwydion, para se casar com Llew Llaw Gyffes, o Menino do Cabelo Brilhante e Boa Pontaria. Portanto, vê-se que não lhe deram opção, nem passou pela fase de crescimento e desenvolvimento que toda criatura humana passa para atingir a maturidade.
Ela vivia assim, como a esposa encantadora de Llew, se comportava, se vestia e estava muito feliz. Llew desejou então passar uns dias com Gwydion, seu pai de criação e Blodeuwedd resolveu alcançá-lo alguns dias mais tarde, levando consigo duas senhoras como acompanhantes.
Gronw Pedyr era o Senhor de Penllyn, proprietário de um castelo onde Blodeuwedd decidiu passar à noite, para na manhã seguinte seguir sua viagem. Na hora do jantar conversaram longamente e ela sentiu uma forte atração por aquele estranho charmoso. Gronw também ficou enfeitiçado com sua beleza e os acabaram passando a noite juntos.
Blodeuwedd deveria partir no outro dia, mas Gronw não deixou. Ela ficou mais um dia...mais um dia..mais outro. Finalmente os amantes buscaram uma maneira de permanecerem juntos para sempre. Blodeuwedd, entretanto, avisa a Gronw que seu marido é muito forte e possui poderes sobrenaturais que impedem qualquer um de matá-lo da maneira convencional. Gronw enviou-a de volta para casa, com o intuito de descobrir uma maneira de matar seu marido.
Tão logo chegou, Blodeuwedd manifestou para Llew, o seu receio pela sua segurança e solicitou a informação de como uma pessoa poderia matar-lhe. O deus Llew, divertiu-se com a preocupação da esposa para finalmente lhe informar que só poderia ser morto por uma lança que deveria ser trabalhada durante um ano e um dia. Também não poderia ser morto dentro de casa, nem fora dela, assim como cavalgando ou a pé.
- Então que maneira há para matá-lo? Pergunta ansiosa Blodeuwedd.
Suas preocupações são sanadas quando Gronw que só poderiam matá-lo ao banhar-se embaixo de um telhado de sapê, num caldeirão na margem do rio, em pé, com uma perna tocando um cervo.
- Agradeço aos céus, pois é bem fácil evitar isso. Falou ele.
Imediatamente após receber as informações enviadas por Blodeuwedd, o Gronw começou a trabalhar na lança. Depois de um ano e um dia, Blodeuwedd volta a ter nova conversa com seu marido sobre a maneira como poderia ser modo, mas desta vez, finge ela, que não poderia imaginar nenhum homem ficar parado com um pé na borda de uma caldeirão e outro em uma cabra, sem perder o equilíbrio.
Llew, riu da curiosidade de sua esposa e se dispôs a realizar o ritual. Colocou o pé direito no caldeirão e o outro na cabra e foi neste momento golpeado pela laça preparada por Gronw. Ferido, transformou-se em uma águia que voou para longe com gritos de dor.
Blodeuwedd e Gronw retornaram ao castelo, absolutamente certos que seriam felizes para sempre. Mas Gwydyon, seu pai de criação, muito triste e aborrecido com o que havia sucedido, foi em busca de Llew e quando finalmente o encontrou sob a forma de águia, tocou-o como sua vara mágica e então ele voltou a assumir a forma humana.
Llew pediu então, vingança para os dois traidores e Gwydyon concordou em ajudar-lhe. Foi assim que uma maldição foi lançada à Blodeuwedd e transformou-a em uma criatura da noite: uma coruja. Nunca mais ela veria a luz do Sol. Como a maioria dos pássaros nutrem inimizade pela coruja, ela jamais teria paz, pois eles iriam perturbá-la.
Gwydyon também designou que Blodeuwedd, mesmo assim, não perderia seu nome e é por isso que até hoje as corujas são chamadas de Blodeuwedd em galês.
Gronw foi morto pelas próprias mãos de Llew.
Esta história é encontrada no Mabinogion, o ciclo galês mitológico
A situação de Blodeuwedd e Lleu é uma repetição da de Adão e Eva. Gwydyon e Math estabelecem um território para que o jovem casal fixe moradia, uma espécie de segundo paraíso terreno, longe de toda a preocupação ou penúria. O casal tinha tudo para ser completamente feliz, isso, segundo a concepção paternalista de felicidade.
Mas..., "o feitiço acabou virando contra o feiticeiro", pois Blodeuwedd rechaçou sua alienação e reivindicou seu direito de liberdade: escolhe outro homem a quem ama. O conflito entre o "Instinto" e "Razão" se estabelece e Blodeuwedd apaixonada por Gronw, escolhe o "Instinto" e não a "Razão".
Gronw, portanto, significa a rebelião da jovem, buscando o apoio do homem amado, para dirigir-se contra a autoridade paterna (Gwydyon) e contra a autoridade marital (Lleu).
Blodeuwedd e seu amante devem eliminar Lleu, porque ele representa todos os tabus da sociedade paternalista. Na verdade, os amantes não buscam como alvo Lleu, mas através dele, querem atingir a autoridade paterna representada por Gwydyon. Lleu é o principal atingido, porém é Gwydyon o escarnecido. Assim se explica sua obstinação de encontrar Lleu.
A tentativa de libertação de Blodeuwedd, entretanto, é efêmera. Gwydyon intervêm com sua magia para reestabelecer a ordem e castiga Gronw que havia se aliado com Blodeuwedd. Mas o mais importante: ele não pode desfazer-se de sua própria criação Então, limita-se a transformá-la em uma coruja.
Gwydyon, ao brincar de "Deus Criador" acabou num impasse: não pode negar Blodeuwedd, pois ela pertence ao seu pensamento, a sua memória. Se pode negar a matéria, porém o pensamento, ao negá-lo, ele se afirma. O Pai, agora, só poderá expulsar a filha que havia se rebelado, para as trevas do "Inconsciente". Porém, todo o pensamento é livre do seu autor.
Assim, Blodeuwedd, reprimida na "Inconsciente", pode ressurgir a qualquer momento na consciência. Isso quer dizer, que a "rebelião da filha" sempre amenizará as bases da sociedade paternalista, inclusive se não se falar dela, inclusive se a moral a condenar. Estamos diante de uma das causas do terror que a "Mulher" ou a "consciência feminina" inspira ao homem.
A rebelião de Blodeuwedd não foi uma rebelião egoísta, um capricho de uma jovem que queria casar-se contra a opinião do pai, ou o banal adultério de uma mulher insatisfeita com sua situação conjugal. Mas, vai muito além, até a reivindicação essencial da "Mulher": estar na possessão de sua identidade, ou seja, poder dispor a seu modo a inteligência (Razão) e a afetividade (Instinto).
Bloudeuwedd é o mito de todas nós mulheres!



Por às [11:28 PM]


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[Segunda-feira, Maio 07, 2007]

Recebi da doce Estrela a indicação deste AWARD.Agradeço a ela a indicação.Vou indicar 5 blogs e quem for indicado deve colocar este award fixo na sua página e também indicar 5 blogs que "fazem pensar".



Minhas indicações:
http://www.estatuadelafuente.blogspot.com

http://nanasplace.zip.net

http://www.zenzone.blogger.com.br

http://www.umbaterdeasas.blogger.com.br

http://noitesdeanjo.zip.net/


Por às [2:03 AM]


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[Sexta-feira, Maio 04, 2007]



Você conhece "o segredo"?
Não?....Então entre e conheça...
Ele vai mudar sua vida!!!


Por às [7:56 PM]


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[Quarta-feira, Maio 02, 2007]

Mitologia Celta (Parte 3)




A DEUSA BRIGITH
Gostaria de esclarecer inicialmente que na mitologia celta, não existem deuses lunares ou solares, o que existe é deidades protetoras de certas artes. Os deuses celtas são uma raça divina, uma série de indivíduos "angélicos" e portadores de variadas capacidades e conhecimentos, mas que se comportam como os mortais e vivem junto com eles. Podemos encontrar grandes arquétipos à nos encorajar e alguns destes personagens são míticos, reis, druidas e heróis.
Brighid, que significa "luminosa"é uma Deusa tríplice do fogo da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação. Isto é, as funções que lhe atribuem são triplas, correspondentes às três classes da sociedade indo-européia:
- Deusa da inspiração e da poesia - Classe Sacerdotal.
- Protetora dos reis e dos guerreiros - Classe Guerreira
- Deusa das técnicas - Classe de artesãos, pastores e agricultores.
A lenda diz que ela nasceu com uma chama que saía do alto de sua cabeça, ligando-a com o universo.
Pesquisando fontes mitológicas remotas, encontramos Brighid como sendo filha de Dagda, o Bom Deus, pertencendo assim, aos Tuatha De Danann. Há lendas que alegam ser ela a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.
Já outra lenda, nos diz que Brighid tinha como marido Bres, o malfadado líder dos Tuatha De Danann. Dessa união nasce Rúadan, o qual morre em combate na Segunda Batalha de Moytura. Ao encontrá-lo sem vida, lamenta sua morte em uma tradição que viria a ser conhecida como "keening) (irlandês-caoineach), e que ainda hoje é preservada nas áreas rurais da Irlanda. os "keenings' eram lamentos emitidos por mulheres face ao falecimento de um membro da família ou da comunidade. Se constituíam em choros pungentes, quase bestiais, descritos por observadores como o som de "um grande número de demônios infernais".
A Nova Cristã e Antiga Pagã, Brighid, fundiram-se na figura de Santa Brígida no ano de 450. Em algumas histórias, foi o próprio São Patrício que a batizou e ela foi elevada à condição da figura galesa de Maria, sendo muitas vezes considerada como a parteira de Maria ou até como a ama do Menino Jesus. Aqui reconhecemos a deusa como protetora do parto. E, Brighid como santa, possui até biografia, que é de autoria de Cogitosus. Segundo ele, ela teria nascido em 452, no vilarejo de Faughart (próximo a Dundalk, Co. Lough), ao romper da aurora, hora de máxima importância para a filosofia celta. Era filha do nobre Dubhtach, chfe da Província de Leinster, e Broicsech, uma escrava. Em uma das versões da lenda, conta-se que, ao nascer, a casa em que estava ficou totalmente envolta por um fogo mágico, que assustou à todos que presenciaram à cena. Entretanto, ninguém queimou-se. Vários textos afirmam que tal fogo surgiu do centro da cabeça da criança, talvez para identificá-la como uma santa portadora de um poder criador.
Brigid foi educada por um druida e desde muito cedo manifestou o dom da profecia. Mas certo dia ela adoece gravemente e, o druida consegue salvá-la alimentando-a com o leite de uma vaca branca de orelhas vermelhas.
Os cristãos, gerando uma estranha contradição, afirmam que apesar de muito bela, Brigid permanece virgem. Contam, que para não casar, ela vazou seu próprio olho, tornando-se desinteressante para seus pretendentes.
Cogitosus nos esclarece, que no ano de 490, ela funda um convento na localidade de Kildare, local de peregrinação dos seguidores da religião celta pré-cristã.
Neste convento havia uma chama sagrada que devia sempre arder. Dezenove sacerdotisas-freiras guardavam a sua pira sagrada, alimentando o fogo. Conta-se que, no vigésimo dia de cada mês, ela aparece e vigia o fogo pessoalmente. Aos homens não eram permitida a entrada. Segundo as lendas, aqueles que tentassem se aproximar da fogueira eram acometidos de estranhos surtos de loucura e podiam até perder a vida.
Além de estar diretamente ligada ao elemento fogo, associa-se também a água e à cura. Muitas fontes da Irlanda são a ela dedicadas. A absorção deste elemento pela fé cristã, só comprova a sobrevivência de Brighd, na forma de deusa e não tão somente como santa.
Suas vacas produziam um lago de leite e proporcionavam alimentos inesgotáveis. Mas ela punia com muito rigor quem as roubasse, geralmente através de afogamento ou escaldamento. Através da magia, Brigid multiplicava anualmente a sua produção de manteiga
Ela também estava ligada à produção e consumo da cerveja.
Reza a lenda que, com uma só medida de malte, Brígida era capaz de produzir cerveja a todos os que a pedissem. Um milagre associado à Cristo, aqui vemos adaptado à realidade celta.
A "Vita Brigitae" afirma que a Santa Brigida morreu em 1 de fevereiro de 525, dia de celebração da Deusa Brighid.


Por às [8:06 PM]


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